Lacrimaniacos

Click here to edit subtitle

Forums

Post Reply
Forum Home > Lacrimosa e Noticias > Entrevistas (2010 / 2015)

Karina Bruschi Pinotti
Site Owner
Posts: 246

Entrevista com Tilo Wolff (MAIO 2013) Traduzida por: Fernanda Alves

 

Durante toda a Revolution Tour você tocou todas da músicas do novo album, exceto a “This is the Night”. Tem algum motivo para isso?

TILO WOLFF: Que pergunta pesada para começar uma entrevista! Mas você está absolutamente certo, esta é a única canção do álbum Revolution que não ntocamos nesse turnê. Bom, junto com Verloren, essa música não era para ser tocada, mas após a turnê euopéria da Revolution Tour, eu decidi adicionar ao menos a Verloren ao setlist, se eu tivesse adicionado a “This is the Night” teria trazido muito peso sobre o novo álbum, sendo que o que eu queria apresentar um LACRIMOSA mais geral e não apenas o novo álbum. E mais: Esta música precisa de mais espaço por conta própria. Então é hora de esperar que isso venha com o futuro!

 

Janeiro passado você esteve em Tour pela Espanha e já esteve por aqui outras vezes no passado, então, o que você acha do público e dos fãs espanhóis?

TILO WOLFF: Para ser honesto, eu gostaria de me apresentar com mais frequência na Espanha. Eu amo a comida, amo a cultura forte e atmosférica, amo a arquitetura e com certeza eu amo os espanhóis: Tão passionais e entusiasmados! Portanto, é uma pena que não possamos ir à Espanha com mais frequência!

 

As últimas apresentações do Lacrimosa foram na Argentina, abril passado. Agora que a turnê acabou, como você se sente sobre isso? Como vocês descreveria toda a experiência que teve e sentiu durante a turnê?

TILO WOLFF: Bom, na verdade ela não acabou ainda. Nós temos mais um festival na Alemanha e outro na Polônia está por vir. Mas, de qualquer modo, esta turnê foi extraordinária e por algumas vezes eu desejei para que ela nunca terminasse! Tantas pessoas que conhecemos, tantos países que vimos e tantos momentos inesquecíveis que passamos...


Antes de começar a Turnê mundial, a formação do Lacrimosa mudou: Manne Uhlig saiu e um novo baterista, Julien Schmidt, veio. Como aconteceu essa mudança? Você está satisfeito com a mudança?

TILO WOLFF: a formação do Lacrimosa sempre muda de vez em quando para apontar diferentes aspectos da música. Julien está mais perto da bateria dos nossos álbuns de 10/15 anos atrás, o que foi importante para mim nesta turnê, visto que Revolution é mais direto que os álbuns mais recentes. Com estas baterias mais antigas do Lacrimosa, eu quis criar uma ponte entre o Lacrimosa mais antigo e o de agora.

 

Se cada album do Lacrimosa é uma pequena parte de toda uma história conceitual e você tendo a oportunidade de dirigir um filme sobre toda a história, você acha que poderia fazê-lo? Nesse caso, você acha que poderia faze-lo com um enredo já exposto através de suas composições?

TILO WOLFF: Ótima pergunta! Seria com certeza, um interessante projeto! E sim, eu acho que poderia tentar fazê-lo, porque a combinação da música, imagens e articulação poderia dar possibilidade para demonstrar deferentes faces das emoções já incorporadas. Por outro lado, isso poderia ser perigoso porque todos têm sua própria imaginação e interpretação e sobrepor estas interpretações com novas imagens ou toda a história poderia colidir muitas interpretações consolidadas do passado.

 

Já considerou a possibilidade de fazer uma turnê com o Snakeskin?

TILO WOLFF: Sim, várias vezes, mas há muito eu nem encontro tempo para fazer tudo para o LACRIMOSA, então eu não sei se poderei fazer uma turnê com o Snakeskin.


Qual é a sua música favorita do Lacrimosa agora?

TILO WOLFF: Isto é realmente impossível de dizer, porque isso depende do meu humor. Algumas vezes eu prefiro as mais emocionais, em muitos momentos eu prefiro as mais canções mais diretas, e a petulância de algumas músicas. Claro, as músicas novas estão mais em foco, porque são mais recentes para mim no momento, mas depois do próximo álbum, elas também estarão dentro daqueles chamadas de “músicas antigas” e dessas eu não posso escolher nenhuma favorita. São todas minhas amadas filhas.


Quando você escreve uma música nova, você nomeia após escrevê-la ou você já tem o nome quando começa a desenvolver a conceito da música?

TILO WOLFF: Isso depende de quão forte é o conteúdo da música. Se eu tenho uma letra completamente desenvolvida e somente começo então a compor a música a partir da letra, a música será nomeada como a letra. Se eu apenas tenho algumas palavras, de um modo que eu comece a compor a canção e comece a escrever a música juntamente com o arranjo, o nome às vezes somente vem quando está praticamente tudo pronto.

 

Cada um dos seus shows é introduzido pela Intro do álbum Inferno. Por qual motivo? Como você se sente sobre essa música?

TILO WOLFF: Na verdade, eu compus essa Intro para a Satura Tour e usei naquela turnê pela primeira vez. Depois de voltar, ela era tão querida por mim, que eu não pude resistir, e a lancei no álbum Inferno. Portanto, eu não a uso por causa de uma conexão com o álbum Inferno, mas por causa de sua atmosfera, já que se encaixa tão bem e continua tocando enquanto estou atrás do palco, pronto para entrar no palco. Eu jamais poderia imaginar numa apresentação do Lacrimosa sem começar por esta Intro. É o hino do Lacrimosa!


Você já se apresentou diversas vezes no Wave Gotik Treffen. Você poderia nos dizer algumas impressões que teve, tendo como base as diferenças entre a primeira vez que tocou lá, em 1993, e a última vez, a algumas semanas atrás?

TILO WOLFF: Bom, a primeira vez com certeza foi bem diferente, porque as pessoas não conheciam o Lacrimosa tão bem e eu também não conhecia as pessoas, e mais: eu estava muito, muito tímido. Ao contrário de vários músicos, subir ao palco não era algo que eu sempre sonhei. Naquele tempo, eu preferia o estúdio, o que é a razão para ter demorado três anos depois de fundar o Lacrimosa para fazer a minha primeira apresentação. Hoje em dia, eu me sinto muito ligado ao público e eu amo refletir as diversas faces das músicas no palco e também gosto de me comunicar com o público. Isso é algo muito belo.


A cena gótica evoluiu e mudou notavelmente ao logo dos anos; como você tem se sentido a respeito da cena? E como é para você a mudança?

TILO WOLFF: De um lado, tudo tem que se desenvolver se o intuito é sobreviver. Se as coisas permanecem paradas, elas morrem! Então é importante o desenvolvimento para a cena. Por outro lado, esse desenvolvimento não foi de uma maneira natural, foi guiado por uma intenção comercial oculta, o que colide com a ideia básica da cena. Isso leva ao fato de que agora nós encaramos uma cena que é mais um panorama festivo do que cultural, o que, na minha opinião, não é um bom desenvolvimento.


Se você fosse para uma ilha deserta e pudesse apenas levar três coisas com você, o que levaria?

TILO WOLFF: Uma linda dama, um bom vinho e para qualquer tipo de apoio, um Gênio numa garrafa.

 

Você tem uma música com algumas frases em Espanhol: Durch Nacht und Flut. Você sabe um pouco mais da nossa língua? E você conhece outras bandas que cantam em Espanhol? Se sim, você gosta delas?

TILO WOLFF: infelizmente na escolar não havia aulas de Espanhol na minha escola, então o pouco que sei eu aprendi enquanto estive em países cuja língua é o Espanhol, mas ao longo dos anos eu aprendi um pouquinho. Somente não conheço nenhuma banda que canta em Espanhol, mas eu gostaria de conhecer algumas.


Você se apresentou como DJ várias vezes em vários países. Você gostou da experiência? Você pensa em fazer isso novamente?

TILO WOLFF: Sim, é uma diversão total! Eu adoro viajar,eu adoro conhecer pessoas, eu adoro compartilhar músicas. Eu gostaria de fazer isso outra vez.


Em algumas apresentações, com o conceito de Revolution, você contou uma pequena história usando metáforas sobre como melhor seria o mundo e a sociedade se cada um de nós fizesse sua pequena parte. Agora, como você pensa que você, individualmente, poderia começar?

TILO WOLFF: Na minha vida pessoal, isso começou. Como eu trato aqueles que me cercam, as pessoas que conheci e como estabeleço prioridades. Por exemplo, tentando não me colocar no centro, mas sim aqueles que são queridos por mim, estando atrás e estando lá quando precisam de mim.


No álbum Revolution a música “Feuerzug” foi partida em duas. Uma instrumental, chamada “Interlude” e a música “Feuerzug”. Qual foi a razão para partí-la em duas?

TILO WOLFF: Quando eu ouço todo o album, eu prefiro ter neste momento essa atmosfera da “Interlude” antes de entrar na agitada “Feuerzug”. Por outro lado, eu às vezes somente quero já entrar na agitação da “Feuerzug” e a “Interlude” de alguma maneira é um pouco demais, então eu dividi as duas canções para ter duas escolhas.

 

A introdução da música “This is the Night” é bem atípica. O que te levou a compô-la desse jeito? Você teve alguma inspiração particular para compor essa música?

TILO WOLFF: Bom, essas frases vieram a mim enquanto eu dava uma volta fora do hotel em Pequim, depois de tocar lá na noite anterior, enquanto eu tentava controlar as emoções que estavam fluindo pelo meu coração e pela minha mente. Ela veio como vocês puderam ver e eu não pude fazer nada contra isso.

 

No Revolution, você trabalhou com Mille Petrozza (da banda Kreator) e com Stefan Schwarzmann (do Accept); podemos esperar por qualquer outra colaboração com eles no futuro?

TILO WOLFF: Até então não há nenhum plano concreto, mas como somos amigos uns dos outros, não sabemos o que virá.

 

Atrás da capa do álbum, há um arqueiro mirando o Harlequim. O que ele representa?

TILO WOLFF: ele representa as pessoas que estão sempre atrás de mim.


O processo de criação deste álbum levou mais tempo que os processos dos demais álbuns?

TILO WOLFF: É difícil dizer porque estou sempre escrevendo e compondo, Então eu nunca sei quanto tempo um álbum leva, se irei remanejar todo o tempo para isso. Mas com certeza, isso foi uma grande produção em muitos estúdios em diferentes países.

 

 

Teste da Bedesme ao TILO:

 

Uma cor: Preto (Aguns dizem que não é uma cor, mas não me importo).

Uma refeição: Cordeiro no vinho tinto.

Um lugar: Minha casa.

Um trabalho: Os livros de Franz Kafka

Uma música: Halleluja de Leonard Cohen (o original!).

Um filme: "De olhos bem fechados" do Stanley Kubrick.

Um sonho: Ter mais um pouco de tempo.

Um fetiche: Formas

Um hábito peculiar: Tocar a mesma introdução antes de entrar no palco.

Sua citação favorita: Todo dia é um presente

--

Karina Pinotti - Presidente Fan Clube Lacrimaniacos

October 23, 2013 at 6:45 PM Flag Quote & Reply

Karina Bruschi Pinotti
Site Owner
Posts: 246

Fonte: ©HeadBanger.ru

30 de setembro de 2014

Tradução: Karina Pinotti


Não pode haver dúvida sobre isso: cada jornalista musical que teve o prazer de entrevistar Tilo Wolff, líder da lendas gótica Lacrimosa, irá dizer-lhe como é bom falar com o homem. Mesmo que ele seja duas zonas longe de você, e mesmo que seja apenas a sua voz, ele ainda irradia quantidades inacreditáveis de charme e carisma. Mesmo sendo profundamente imerso nos preparativos para turnê russa da banda que carrega um título intrigante de "The Double Feature Live", Tilo conseguiu encontrar 30 minutos em seu calendário difícil e compartilhar com a nossa webzine suas ideias sobre o futuro de seus projetos, Lacrimosa live atividades (que foram recentemente capturados em um CD duplo ao vivo chamado "Live In Mexico City") e, claro, seu próximo retorno a este país.


- É sempre um grande prazer ver os cartazes de seus shows na minha cidade. Sua próxima visita é apenas um par de semanas de distância. Parece que você já sabe quase tudo sobre a Rússia. Mas existem segredos sobre nosso país que você ainda não descobriu?

TW - (risos) Bem, acho que não, porque então eles não serão mais segredos para ninguém. Talvez eu descubra desta vez as coisas novas novamente. Ao visitar novas cidades, onde não tocamos ainda. Talvez novas pessoas nessas cidades possam convidar-nos para novos segredos deste país. Até agora tem sido sempre excelente, porque nós sempre conhecemos novas pessoas, que estão nos mostrando e contando novas coisas interessantes, histórias curtas sobre edifícios, história. Sim, acho que há tantas histórias para contar. E eu espero que, desta vez, quando estamos de volta na Rússia, que necessariamente vamos descobrir algumas coisas novas e segredos novamente.

 

- Durante a turnê irá visitar duas cidades Russas - Novosibirsk e Omsk - pela primeira vez. Será que você já sabe alguma coisa sobre esses territórios?

TW - Não, absolutamente nada, e na verdade eu não quero ir para a Internet de antemão, você sabe. Quando eu chego a um novo lugar eu quero estar totalmente aberto a todas as coisas que vão acontecer, e como a cidade é. Se eu aprender alguma coisa com a Internet, não seria uma surpresa e não muito divertido para mim. Eu quero estar totalmente em branco quando eu pousar em um novo território. Eu sempre olho para frente. É sempre muito bom visitar novas cidades sem saber nada sobre esta cidade.

 

- O título da tour "Double Feature Live" nos diz claramente que não há um conceito especial por trás dos novos shows. Você provavelmente não vai abrir todos os segredos de antecedência, mas talvez você possa, pelo menos, dar-nos algumas pistas sobre o que esperar da próxima turnê?

TW - Na verdade, você está certo, eu não vou dizer muito. Mas você pode imaginar uma espécie de duas partes - a parte Lacrimosa tradicional concerto e outra a parte mais experimental. Nós tocamos em um monte de passeios na Rússia nos últimos anos, e agora eu quero convidar nosso público para alguns novos rumos da nossa música, que não fizemos antes, na verdade, nunca. Então essa é a idéia por trás dele. Mas é claro que vai ser um show do Lacrimosa, isso não é algo totalmente diferente, algo que não vai permitir que você reconheça a banda. Isso seria horrível. (risos)

 

- Por que você decidiu lançar um novo álbum ao vivo agora? O álbum ao vivo anterior e esse estão divididos por apenas dois álbuns de estúdio.

TW - Eu sempre quis lançar um álbum ao vivo que incluem gravações de apenas um show. O álbum ao vivo anterior, "Lichtjahre" (2007) inclui gravações de muitos dos nossos shows ao redor do mundo, as melhores músicas de toda a turnê. Fiquei muito feliz com este álbum, mas desta vez eu queria capturar a atmosfera de um show ao vivo em um registro. Tivemos muitas grandes noites durante a última turnê, um belo conjunto de músicas, que estavam seguindo uma linha emocional, e o público sentiu. Quando tinha feito a primeira parte da turnê "Revolution", a parte europeia, durante o intervalo eu pensei que seria triste se começássemos a segunda parte da turnê sem nada para lembrar, para colocar no leitor de CD e ouvir novamente. Então, enquanto nós começamos a preparar-se para os concertos seguintes, comecei a trabalhar na organização da gravação deste álbum. Na verdade, para mim, é uma possibilidade de lembrar esse passeio e esta parte da história de Lacrimosa.

 

- A primeira edição do novo álbum ao vivo é complementada com um DVD com algumas músicas gravadas no mesmo show. A versão completa do concerto foi filmado? Será que vai ser lançado separadamente?

TW - Sim, ele foi filmado. Mas até agora não pode ser realmente editado o material, então essa é a razão pela qual ele não foi liberado ainda. Na verdade, eu tinha um plano para liberá-lo neste outono, mas eu não tenho tempo novamente. Eu não sei quando ele estará vindo, por causa da falta de tempo.


- A arte da capa do novo álbum ao vivo surpreendeu muitos de seus fãs. Por que você decidiu não usar o seu artista de capas permanente Stelio Diamantopoulos desta vez?

TW - Porque é um álbum ao vivo. Como você talvez tenha notado, em nossos últimos singles e EPs, tudo fora os álbuns de estúdio, nós não usamos tanto capas pintadas. Os dois álbuns ao vivo anteriores também tinha capas pintadas, então desta vez eu pensei que seria interessante trazer alguma diferença. Eu acho que é uma espécie de combinação de uma fotografia e pintura. Esta foto da capa do Lacrimosa é feita nas tradicionais cores preto e branco. Você não pode ver, por exemplo, essas cores e fundo em fotos de concertos. Mas é claro que o próximo álbum de estúdio terá novamente uma cobertura completamente pintada.


- Você tem uma maneira muito interessante e específica de comportamento no palco. De onde é que ela vem? Houve alguém que te inspirou?

TW - (parece intrigado com a pergunta) Bem ... Você sabe ... Eu só subo no palco e faço o que eu faço. (risos) No começo, eu nunca pensei sobre as especificidades do meu comportamento. Eu estava sempre me concentrando em cantar, sobre as emoções das letras e em trazer essas emoções para o público. Depois de um tempo as pessoas começaram a filmar nossos shows, e eu vi o primeiro video, que foi feito para um concerto do Lacrimosa, no começo eu estava um pouco chocado e decidi que não iria fazê-lo no futuro. Lembro-me bem da turnê quando eu decidi que eu iria tentar não se mover no palco. Mas logo percebi que, neste caso, eu simplesmente não consegui me concentrar em cantar ou nas emoções. E eu disse para mim mesmo: "Esqueça isso, faça o que você quer fazer. Você precisa sentir o show e manter uma conexão emocional com o público. "

 

- Quanto progresso que você fez em tocar guitarra nos últimos anos? Você tem planos para aprender um novo instrumento no futuro próximo? Será que algum dia vamos ver Tilo Wolff tocar bateria, por exemplo?

TW - Ah, eu acho que eu vou ser o pior baterista do mundo. (todo mundo ri) Eu não tenho absolutamente nenhuma capacidade de me concentrar no ritmo, o que torna impossível para mim ser um baterista. E eu não sou realmente um bom guitarrista. É claro que é muito engraçado. Nos dois últimos álbuns em estúdio, eu tocava guitarra na íntegra. É claro, é mais fácil do que tocar no palco. No estúdio, você pode sempre começar tudo de novo, o que é impossível no palco. Vou tentar ficar um pouco melhor como guitarrista, mas meu foco principal é compor. Por exemplo, no Natal passado, lançamos um EP chamado "Heute Nacht". Nesta canção há um solo de guitarra, que eu toquei no estúdio. Mais tarde, quando estávamos ouvindo essa música no estúdio de novo, eu pedi ao nosso guitarrista para tocar um solo. É claro que ele fez isso muito melhor, e eu decidi que no palco ele iria toca-lo. Assim, no palco, eu prefiro jogar riffs e coisas não tão complicadas, você sabe. Como o foco principal para mim deve ser o canto e concentrando-se em sentimentos.

 

- Você pode se apresentar em vários festivais góticos com bastante frequência. Você também terá ofertas para se apresentar no maior Rock- e metal festivais, como Wacken Open Air, ou Summer Breeze, por exemplo?

TW - Sim, às vezes. Wacken Open Air, por exemplo, tem feito ofertas para nós muitas vezes, mas sempre dá em nada. Nós intitulado Summer Breeze, há alguns anos ... Eu acho que foi o de 2006, talvez. Eu gosto de tocar em grandea metal-, rock- ou festivais góticos. Nos últimos anos, também tocamos na República Checa e na Áustria. Eu gosto dele porque é sempre bom ter a chance de tocar na frente de um público que talvez não nos conhecer tão bem, e também porque estamos a tocar com diferentes tipos de bandas, você sabe. Eu gosto de ouvir não só a música gótica.

 

- Tenho notado que em seus últimos shows que você está dando menos atenção às músicas longas e multi-estruturadas? Qual é a razão? Tais faixas sempre tiveram um lugar especial em sua música.

TW - Eu não sei. Não há nenhuma razão especial. Eu vejo as músicas como uma história que pode levá-lo para a nova dimensão de que você não tinha idéia no início. Quando eu assisto a um filme, eu não quero saber nos primeiros 10 minutos o que iria dizer-lhe no futuro. Eu gosto de surpreender o público. Músicas no rádio são muitas vezes chato: verso-refrão, verso-refrão ... eu fico entediado.

 

- Quantas vezes você pode visitar os shows de seus ídolos musicais? E qual foi o mais recente?

TW - Infelizmente, muito raramente. Porque eu estou sempre na estrada, no estúdio etc. Muito raramente eu tenho a oportunidade de assistir a concertos de minhas bandas e artistas favoritos. Eu já sei que durante a nossa próxima turnê na Rússia haverá alguns shows que eu realmente gostaria de ver. Mas isso não vai acontecer, infelizmente. O último show que eu assisti ... (pausa) ... oh sim, foi um show de Billy Idol há um mês. Isso foi muito legal.

 

- Você mantém contato com antigos membros do Lacrimosa?

TW - Com alguns - Sim, com alguns - não. Mas é claro que isso não está associado com quaisquer diferenças ou o fato de que eles não são mais membros do Lacrimosa. Nós não temos um problema com o outro. Só porque a nossa vida foi em direções diferentes. Por exemplo, eu me encontrei com Sascha Gerbig (ex-guitarrista.) Há dois anos. Estávamos totalmente feliz em nos rever novamente. Tivemos uma bela noite dizendo um ao outro como nossas vidas haviam mudado nos últimos anos. É sempre bom encontrar velhos amigos e companheiros de banda, estou sempre aberto para essas reuniões. Acho que um dia ele vai ser uma boa idéia para o meu aniversário de 50 anos ou algo assim - quando todos os ex-membros do Lacrimosa vierem juntos e fazerem um show para mim. (risos)

 

- Você suspendeu seu projeto secundário o SnakeSkin por quase 8 anos. Você tem planos para trazer de volta à vida?

TW - Absolutamente. E há realmente uma canção existente que eu escrevi e produzi completamente há meio ano ou algo assim. Eu queria fazer mais, mas há uma falta de tempo novamente. Estou totalmente carregado com o Lacrimosa e alguns outros projetos no momento. Mas SnakeSkin vai voltar. Acho que 2016 será o ano para SnakeSkin novamente.

 

- Além de CDs, na década de 90 seus álbuns foram emitidos em vinil. Agora é muito difícil conseguir essas edições raras. Eu sei que você é um grande fã deste formato musical. O vinil é mais uma vez muito popular agora. Você está pensando em relançar seus clássicos antigos (e álbuns posteriores também) em vinil?

TW - Sim, eu estou pensando sobre isso. Há um pequeno projeto que eu continuo ligado na minha cabeça a essa ideia, e espero realizá-lo em breve.

 

- Recentemente você mencionou alguma conexão entre as faixas "Morning Glory" e "Heute Nacht". O que mais faz essas músicas ter algo em comum?

TW - Eu comecei a escrever "Heute Nacht" antes de eu começar com "Morning Glory". Ao trabalhar nessa música, o sentimento me levou em uma nova direção, a partir do qual, posteriormente, "Morning Glory" nasceu. Mas, ao mesmo tempo, eu senti que a história não acabou com esta canção, e depois voltei para a "Heute Nacht" e terminei de escrevê-la. Este foi o ponto final do capítulo "Revolution". O resultado foi uma espécie de final cíclico que começa com "Heute Nacht", segue com "Morning Glory", e termina com "Heute Nacht" novamente. Esta é também a razão pela qual eu colocá-las juntas no EP. E é também por isso que eu coloquei uma segunda versão de "Morning Glory" nele. Eu quis trazê-lo mais perto da sensação musical de "Heute Nacht", que eu comecei a escrever antes.

 

- Os dois últimos álbuns do Lacrimosa foram produzidos por você pessoalmente. Você está feliz com o resultado? Você vai continuar a trabalhar nessa qualidade, ou foi uma experiência one-off?

TW - Estou muito feliz, na verdade, eu acho que vou continuar com isso. Quer dizer, eu realmente produzi todos os álbuns antes também, mas eu não fiz a a parte de juntar as faixas e eu não fiz isso principalmente no meu próprio estúdio. A produção é muito importante para mim, porque eu não quero que as pessoas me digam o que fazer e dizer que vai ser assim e assim. É também uma grande ajuda no processo de escrita. No começo eu percebo como quase todas as partes devem soar. É como dizer algo para o ouvinte. Eu sempre posso contar uma história melhor, se eu sei como as coisas deveriam ser ditas desde o início até o fim, porque eu já estou trabalhando nisso. Mas às vezes acontece o contrário, quando você, por exemplo, veio ao estúdio com cinco músicas, e tentar trazê-las para a vida, mas você perde a conexão com as ideias básicas e sentimentos com que você começou, porque você já está se concentrando no processo de produção. Eu acho que uma produção de alta qualidade não é um comércio do rock'n'roll mais. Há um pouco pequenos papéis em álbuns anteriores sobre o qual eu posso dizer que eles poderiam soar mais rock'n'roll. Eles são muito limpos.

--

Karina Pinotti - Presidente Fan Clube Lacrimaniacos

December 13, 2014 at 5:11 PM Flag Quote & Reply

Karina Bruschi Pinotti
Site Owner
Posts: 246

CONTINUAÇÃO ...


 

- Você já tem alguma ideia para o próximo álbum de estúdio?

 

TW - Eu estou trabalhando nisso, por isso já está na minha cabeça. Sim.

 

 

- No próximo ano, haverá o 25 º aniversário do Lacrimosa. Você já tem um plano para algumas surpresas para seus fãs?

 

TW - É claro que haverá alguma coisa, algum tipo de surpresa que vai nos ajudar a celebrar o 25 º aniversário. Estou muito ansioso para fazê-lo.

 

 

- Nos últimos meses, a Rússia tem experimentado uma evolução negativa, associada as tentativas de ativistas religiosos para proibir shows de algumas bandas de metal. Esses ativistas querem proibir as bandas cuja música é muito "mal", "satânica" e geralmente perigosa para os jovens. O que você pessoalmente, como um cristão, pensa sobre esta questão? Você aprova a ação da Igreja ou religiosos ativistas que promovem a censura de certos gêneros de música pesada?

 

TW - É realmente triste que muitas bandas estão brincando com esses tipos de símbolos satânicos. Na verdade, muitos amigos que estão tocando em bandas que estão fingindo ser satanistas. Mas essas pessoas não têm nada a ver com todas essas ideias satânicas. Eles são pessoas muito agradáveis e calmas, eles estão longe disso. Eles apenas fazem isso no palco, você sabe, porque os fãs gostam e pedem para eles. É só realmente um pensamento comercial. Essa é a configuração básica. Por outro lado, é uma espécie de mal-entendido de algumas bandas dos EUA. Eles escrevem letras sobre o mal e blá blá blá. E não significa que eles são realmente mal, satanista ou querem matar um ao outro. Eles querem dizer que são contra a sociedade cristã americana que é a maior parte da população. É diferente na Europa, onde as pessoas não estão frequentemente discutindo aquilo em que acreditam. Para mim, eu nunca tive um problema para trazer o meu cristianismo a minha música, seja rock 'n' roll ou gótico, porque os seus sentimentos e emoções são muito próximo ao que o cristianismo nos traz. Por outro lado, não quero trazer a música em um contexto político. É claro que às vezes eu uso frases religiosas individuais nas minhas letras ou, por exemplo, a tradução da Bíblia, porque é uma parte da minha vida e do meu percurso.

 

 

- Além de trabalhar com Lacrimosa, você gasta muito tempo viajando. Você tem lugares especialmente memoráveis onde você está pronto para voltar ano após ano?

 

TW - Definitivamente. Há muitos lugares na América Latina, que eu sempre quis visitar novamente, como a Cidade do México. Muito em breve vamos voltar para a Rússia, e estou totalmente ansioso para visitar St. Petersburg, novamente, que é um dos meus lugares favorito do planeta. Não é apenas uma cidade com grande história e arquitetura que fascina e tanto. Esta é uma cidade muito moderna, com a cultura moderna e bonita. Em Moscou, algumas coisas são sempre fascinantes para mim também, mas algumas coisas parecem muito estranhas para mim, eu não entendo, como uma pessoa que veio da Alemanha e Suíça. (risos) Por exemplo, a história sobre a grande estátua de Colombo, que o escultor tentou doar ou vender para a Espanha. Eles não gostaram, e mais tarde tornou-se a base para a criação de um monumento a Pedro, o Grande. Acho que é uma ideia muito estranha. Eu gosto desta escultura, mas cada vez que eu a vejo em Moscou, eu sempre tenho o mesmo pensamento: "Quem teve a ideia substituir Colombo por Pedro, o Grande?" Mas ainda é fascinante. Espero que eu possa descobrir mais coisas quando eu viajar para lá nessa turne. As pessoas sempre nos encontram e nos mostra em as cidades. E, claro, há muito mais para descobrir.

 

 

- Ouvi dizer que em um de seus aniversários anteriores você teve um presente incomum de seus fãs - um Dicionário da língua Russa baseado em canções do Lacrimosa. Quão grande foi o seu progresso em aprendê-la?

 

TW - (todos riem) Infelizmente é completamente zero. Eu não tenho absolutamente nenhum tempo, além disso, eu tenho tão pouco talento para aprender línguas. Estou realmente tão ruim para isso. Eu acho que a melhor maneira de aprender um idioma é "povo a povo", e quando geralmente venho para a Rússia Tenho apenas duas semanas para a prática. Eu tentei aprender alguma coisa com este manual, mas eu acho que as pessoas não devem esperar grande sucesso de mim. (risos)


--

Karina Pinotti - Presidente Fan Clube Lacrimaniacos

December 13, 2014 at 5:12 PM Flag Quote & Reply

Karina Bruschi Pinotti
Site Owner
Posts: 246

O Lacrimosa, na minha opinião, foi uma das principais bandas de uma revolução (não a toa, o nome de seu novo disco, "Revolution"), na música gótica. Pois sua música conseguiu se inserir em dois mundos, o Gothic dos anos 80, que tendia muito para um lado mais pop e menos rock, e o Gothic Metal. Formada em 1990, a banda (ou duo, como preferirem) já lançou pelo menos uma dezena de discos, e comemora a boa recepção de seu mais recente álbum, o já citado "Revolution". Contando com participações de peso, como Mille Petrozza (Kreator) e Stefan Schwarzmann (Accept). E a turnê deste disco estará passando pelo Brasil em show que será realizado em São Paulo, no próximo dia 23 de Abril. Para falar sobre essa apresentação, conversei com Tilo Wolff, que também fala sobre o novo álbum e suas influências na música.

 


Vicente – Vocês irão tocar novamente no Brasil em abril. Qual é a sua maior recordação dos outros shows aqui?

TW: Minha melhor lembrança é do nosso último show no Brasil em 2009, quando o público foi tão descontraído por um lado, e ao mesmo tempo estavam tão entusiasmados com o show e cantaram todas as músicas e mostraram suas emoções! Isso foi realmente espetacular!


Vicente - O que você espera deste novo show aqui? E o que os fãs daqui podem esperar do Lacrimosa?

TW: Eu não tenho expectativas, porque nunca se sabe o que virá à tona. A expectativa é a fonte das decepções. A vida é tão fascinante porque sempre podemos ser surpreendidos e nada é determinado por qualquer cálculo ou regra. Então eu voarei para o Brasil e estou ansioso para o que vamos experimentar, e eu desejo que as pessoas façam o mesmo quando assistirem ao nosso show.


Vicente - Para você, quais são as músicas que nunca podem estar fora do set list do Lacrimosa? Quais são as novas músicas que vocês certamente irão apresentar para os fãs brasileiros?

TW: Músicas como "Alles Lüge" ou "Stolzes Herz " estão, por exemplo, quase sempre no set list. E agora, claro, canções como "Revolution" ou "Irgendein Arsch ist immer unterwegs " fazem parte do novo repertório, mas o resto terão que esperar e ver. Às vezes, no meio da turnê, começamos a adicionar uma música à lista que não estava lá antes, ou pulamos uma que tocamos em shows anteriores...


Vicente - Vocês já tocaram em muitos países no mundo nos últimos anos. Você acha que esses dias são melhores ou piores para as bandas em geral? Como está a cena na Alemanha com relação ao Rock e Metal?

TW: Bem, as pessoas estão, em geral, dispersas com todas as possibilidades que elas têm hoje em dia além da música, ou elas estão distraídos pela perda das possibilidades em comparação com o que os outros têm. Eu acho que a música não é mais a primeira voz de expressão para muitas pessoas e, portanto, os verdadeiros amantes de música estão se tornando um grupo cada vez menor.

 


Vicente - Vocês lançaram no ano passado "Revolution", um grande álbum, inclusive mais agressivo que de costume. Como foi a gravação e composição de "Revolution"?

TW: Foi muito bom! Eu expressei o que eu sentia, e agora tocar as músicas ao vivo me faz viver este tempo de criação do álbum outra vez! Ele vai fundo!


Vicente - E a reação dos fãs, foi como você esperava?

TW: Como eu não crio expectativas, eu estou sobrecarregado pelas reações surpreendentemente positivas para este álbum e nos shows. Se eu tivesse expectativas, elas teriam sido certamente ultrapassadas!


Vicente - Quando você começou na música, quais foram as suas maiores influências, que inspiraram você?

TW: O primeiro álbum que eu comprei e que eu ainda ouço, pois me fez um apaixonado pela música foi "The Final Cut" do Pink Floyd. Depois eu fui muito inspirado por bandas como Joy Division, BAUHAUS ou compositores como Wolfgang Amadeus Mozart ou David Bowie.


Vicente - Por fim, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que amam o som de Lacrimosa

TW: Eu quero agradecer a vocês, por esperarem tanto tempo para nós voltarmos ao seu país, e por manter sua fé e a confiança em nossa música! Estou ansioso para tocar ai novamente!

 

 (obs: Show de 2009 foi desmarcado, provavelmente teve algum erro de digitação da entrevista original ou confusão)


Fonte: Lacrimosa: 17/04/2013 "a expectativa é a fonte das decepçôes" whiplash.net/materias/entrevistas/177712-lacrimosa.html#ixzz3LO2TIBr1

 

--

Karina Pinotti - Presidente Fan Clube Lacrimaniacos

December 13, 2014 at 9:14 PM Flag Quote & Reply

Karina Bruschi Pinotti
Site Owner
Posts: 246

Entrevista – 11/07/2014

 

Fonte: Prinz // por: Daniel Eisfeld

 

Tradução: Karina Pinotti

 

PRINCE ENTREVISTA: Lacrimosa - Por Daniel Eisfeld

 

 

 

 

Tilo Wolff não é nenhum segredo que nunca foi “O superficial”. Assim, também não devemos nos surpreender que por trás do nome Lacrimosa tem mais do que apenas um nome. Para os latinos as palavras “lacrimae mosa ea” expressão “fluindo lágrima”. Para aqueles que estão familiarizados com as obras de Mozart, Lacrimosa também deve despertar lembranças de sua última Requiem inacabada, que contém uma parte que é intitulado com Lacrimosa. Esta parte inacabada foi posteriormente completado pelos alunos de Mozart.

 

Um nativo de Frankfurt, Tilo Wolff e sua banda Lacrimosa falou pela primeira vez em 1990. Tilo, que tem uma educação clássica no trompete e também em piano, gravou duas músicas completamente sozinho em um pequeno estúdio perto de Basileia, e fez até mesmo a capa da própria fita (Clamor).

 

Lacrimosa respira nos estágios finais da cena gótica uma nova vida.. Que a música de Tilo era distinta desde o início, é classicamente tingido de melodias melancólicas em conjunto com vocais carregado de emoções e letras poéticas que ainda nunca encostou à realidade. No entanto, ele ocupa a 27.02.1993 antes de Tilo ousa pisar no palco. Ele dava seu primeiro concerto em Leipzig, incentivado pelo sucesso, ele permitiu que este continuasse a seguir.

 

Mais de 20 anos depois Lacrimosa ainda estão de pé no palco e encantou não só em seus álbuns de estúdio, os publico. Os hinos melódicos e discursivos, batidas eletrônicas, elementos clássicos ou cantos em coral. Atualmente na situação ao vivo, um prazer de audição incomparável. Mas só porque a banda de Tilo Wolff e Anne Nurmi mantem uma grupos de fans na Ásia e na América, são as oportunidades para ver Lacrimosa em nossas latitudes, se tornam cada vez mais raras e devem ser consideradas com reserva de bilhetes imediato. Em 26/07/2014 Lacrimosa novamente na Alemanha no palco - no castelo Klaffenbach em Chemnitz!

 

Nós nos conhecemos, Tilo Wolff em uma conversa musical e eu queria saber mais sobre a composição, conhecer o novo álbum ao vivo e planos para o futuro:

 

 

- Lacrimosa é internacionalmente uma das bandas alemãs de maior sucesso de todos os tempos. Neste país parece ter quase ninguém que notou.

 

TW - Sim, em muitos casos, leva a situações engraçadas. Algum tempo atrás, estávamos em um mercado na Cidade do México e mais cedo saímos do carro, as pessoas vieram até nós correndo para cima e queria autógrafos e tirou fotos e enquanto estávamos assim, cercados, ouvi o som de turistas alemães que viu a coisa toda e falou: "os conhece?" - "não, não tem idéia, certeza que é uma banda mexicana."

 

 

- Como você descreveria o seu estilo atual de música em um par de frases para descrever a si mesmo? Ainda é gótico ou é a música clássica mais moderna?

 

TW - Indefinido. Nós combinamos o rock com música clássica, com o metal e os chamados de alternativo, e textos com um pouco de profundidade. Gothic nunca tínhamos realmente feito, estávamos apenas ficando presos nesse gênero, porque eu originalmente vim desta cena, e também me vê no visual. Mas Lacrimosa era bastante musical e independente e, por conseguinte, característica de estilo para algumas outras bandas.

 

 

- Suas letras têm mudado ao longo dos anos. Você diria que elas tornaram-se mais positivo?

 

TW - Eu diria que os ângulos de visão são versáteis e tornar-se mais diferenciado. Para o espectador, faz uma grande diferença se ele vê a raiz ou a flor de uma flor. A flor é o contraste, relativamente sem importância. E se você continuar abrange o arco, então você vê na lagarta que se toca e já descreve a borboleta. Aos 17 anos, eu tinha uma visão diferente do mundo, como eu tenho 41 hoje, mas os olhos, o processamento cerebral e a alma subjacente são os mesmos, mas apenas não é o mesmo. E nesse sentido, minhas letras têm desenvolvido. Apesar de tudo foi a dor sempre foi a maior fonte de energia do artista.

 

 

- Como você aborda ao escrever uma nova peça? Você compõe mais clássico com notas ou sequências de notas e jogam isso na frente de seus músicos que o tocam?

 

TW - Eu costumo sentar-se com um sentimento ou um texto ao piano ou levar o violão e tocar cego e livre nele. Uma vez que as primeiras harmonias ou melodias surgem que dão a emoção desejada ao conteúdo do texto , eu começo com o arranjo que diretamente nos fluxos de composição e por isso eu muitas vezes trabalho com notas, por isso, a orquestra, mas também a música da banda pode implementar diretamente e todo mundo sabe imediatamente, quem, quando, como é requerido.

 

 

- Quando o filme-concerto Lacrimosa "Lichtjahre" foi lançado, tudo faz parece que você tem os fãs mais loucos e alucinados no México.

 

TW - Sim, somos realmente abençoados. Acho que você deve saber que no México que estávamos entre as primeiras bandas europeias que vieram para lá e tocaram para eles. Com Lacrimosa muitos mexicanos tiveram seu primeiro contato com a música fora do mainstream.

 

 

- Por que você optou por México para o concerto, quando ele veio para o planejamento do novo álbum ao vivo?

 

TW - Sim, na Alemanha nós tínhamos gravado em 1998 gravamos nosso primeiro álbum ao vivo e agora queríamos ver como parece, quando um público mexicano cantar junto com textos em alemão. E eu acho que soa muito muito bom!

 

 

- Por que você geralmente optou por um outro projeto ao vivo?

 

TW - Na verdade, existem quatro razões: A primeira é que o nosso último álbum ao vivo já tem 7 anos de idade. Muitas músicas na época que não tocamos nos últimos álbuns ao vivo, eles tinham menos do que as músicas novas.

A segunda coisa é que eu queria arquivar as versões ao vivo das novas músicas. Temos também um repertório de Lacrimosa que é emocionante para comparar entre os álbuns ao vivo, como músicas antigas têm evoluído ao longo dos anos. Em terceiro lugar, eu vi nos últimos anos, alguns shows de outros artistas e, em seguida, quando eu estava vontando para casa, eu queria muito algo para ser capaz de mergulhar novamente mais com esse concerto. Como Leonard Cohen, em seguida, publicado por sua turnê de dois álbuns ao vivo, eu tenho a minha preocupação imediata. E isso é o que eu queria oferecer aos nossos visitantes do concerto também, porque o último álbum ao vivo foi uma compilação da então turnê mundial, mas não a captura de um único concerto com todos os seus arcos de humor, sem cortes, puro e simplesmente, como os concertos desta turnê tem ocorrido. Então, eu chequei o nosso engenheiro de som ao vivo Nils Rieke, que tinha ido cada noite na mesa de mixagem, e pedi para gravar este álbum, por isso soa exatamente como os concertos deveria ter soado. Sim, e em quarto lugar, a razão já mencionada: Na história da música, nunca houve um álbum em que um público mexicano cantar junto com textos em alemão.

 

 

- Podemos também esperar novamente um álbum de estúdio e novas músicas?

 

TW - Claro, eu estou escrevendo uma nova que me fascinou totalmente... Eu acho que eu nunca perco essa fascinação para compor novas músicas. Isto é simplesmente uma sensação maravilhosa, como se você pudesse saltar em um mar de sonhos!

 

 

- Como você avalia para si mesmo a importância do Lacrimosa para a cena? O que você acha que é o motivo para este tipo de música? Onde está o segredo do sucesso?

 

TW - Eu mesmo não me atreveria a fazer tal especulação, mas talvez eu possa citar um ou outros relatórios em que Lacrimosa foi descrito em conjunto com outros dois grupos dos quais as bandas que reviveram o início dos anos noventa a cena novamente e a salvou da extinção. Mais tarde, Lacrimosa foi conhecido como co-fundador do gothic metal e como o inventor do metal sinfônico, embora eu nunca tenha me considerado nessas categorias. Eu gosto de ouvir Guns'n'Roses, Mozart e Joy Division e eu só queria fazer música em que tudo vem junto. Em metal muitas vezes eu não tinha essa profundidade, como quando o contrastei com o clássico e a dureza gótico.

 

 

- O que mais você quer alcançar com Lacrimosa? Há metas ou apenas aproveitar o tempo que sua música ainda é muito ouvida?

 

TW - Sim, eu gosto e espero que a viagem por alguns anos continue. No próximo ano nós comemoramos nosso 25 º aniversário. Este é um presente incrível!

 

 

- Onde você vê suas influências - Quais bandas ou compositores os influenciaram?

 

TW - Esta é uma lista tão longa e larga. Lembro-me tão bem quando eu comprei o meu primeiro álbum. Este era o "The Final Cut", de Pink Floyd. Só de pensar nisso me faz tremer de novo. Quando ouvi a música de Roger Waters e as descargas em um solo de saxofone. Eu tinha então 11 anos de idade e não podia acreditar no que eu acabei de ouvir lá. Só este álbum me influenciou tão profundamente, e então eu conheci David Bowie, e, em seguida, AC / DC e MARILLION e BAUHAUS. E então eu me apaixonei por um concerto para violino de Bach e logo comecei a longas tardes sentado no meu quarto ouvindo ópera. E se eu agora comprar um álbum que saiu fresco, eu sou fascinado que há uma nova música de novo e de novo, que pode mover-se e inspirar um grupo. E, embora não haja tanta música bonita. Isso é loucura!

 

 

- Uma citação muito agradável de você é "O sonho me guiou, E eu o seguirei até o fogo incandescente”. O que essa frase significa para você?

 

TW - Não ter medo de se levantar e lutar e se queimar. Nós seres humanos temos em conjunto com o nosso espírito que nos ajuda a sobreviver, o maravilhoso mundo das emoções. Estamos entusiasmados, podemos sonhar ter empatia, amar! Mesmo se eu tiver que morrer para experimentar essas emoções, eu não me arrependo, porque uma vida sem amor não é vida - para esta conversa terminar com outra citação de Lacrimosa.

 

 

- Muito obrigado Tilo!

 

TW - Agradeço-lhe as suas perguntas foi muito divertido!

 


--

Karina Pinotti - Presidente Fan Clube Lacrimaniacos

January 16, 2015 at 7:43 PM Flag Quote & Reply

Karina Bruschi Pinotti
Site Owner
Posts: 246

Data: 18/07/2014

Fonte: Peek a Boo – Magazine

Tradução: Karina Pinotti

 

O jovem Tilo nunca iria acreditar que o sucesso internacional que Lacrimosa alcançou. Nem por um segundo.

Lacrimosa está de volta com um novo cd: "Live in Mexico City". O cd é para ser um reflexo da última turnê, após o excelente cd 'Revolution'. Peek-a-boo teve a chance de ter um bate-papo exclusivo com o lide de Lacrimosa Tilo Wolff. Ele nos contou sobre o novo cd com certeza, mas também sobre a história do Lacrimosa, sobre sua motivação ... e ele mesmo nos diz por que a Bélgica ocupa um lugar especial para ele e para a história do seu projeto.

- "Live in Mexico City" é o terceiro live-cd do Lacrimosa, depois de' Live 'e' Lichtjahre '. Você só lançou dois álbuns desde, 'Lichtjahre': 'Sehnsucht' e 'Revolution'. Por que você acha que foi a decisão certa para produzir um novo live-cd?

Tilo Wolff: Há duas razões principais. A primeira foi o último álbum de 'Revolution'. É a primeira vez que jogamos quase todas as músicas de um álbum ao vivo. Fiquei muito entusiasmado com as versões ao vivo das músicas e eu queria ter uma gravação ao vivo para o meu próprio arquivo, para ser capaz de ouvi-la. Às vezes as pessoas me perguntam se eles podem ter uma gravação do concerto que já estive, como uma espécie de lembrança, algo que você pode ouvir de novo. Eu entendo esse sentimento. Eu me sinto assim também. Por exemplo, eu estava muito feliz que Leonard Cohen lançou dois Live-CD de sua última turnê. A segunda razão é que "Lichtjahre 'era mais de uma compilação de uma turnê inteira, em que nós escolhemos as músicas gravadas em diferentes shows. Desta vez, queria gravar um concerto inteiro, do começo até o fim, com a atmosfera especial que ele traz e da tensão que se acumula durante o show. Nós estávamos na verdade tendo uma pausa após a turnê na Europa e na Rússia antes de ir para a América Latina, quando eu tive a idéia de gravar um dos concertos. Eu estava tão feliz com a turnê que eu queria gravar um concerto completo.

- Por isso, não tem nada a ver com o fato de que ele foi gravado no México? Você desfrutar de um enorme sucesso lá, e, na verdade, em toda a América Latina e na Ásia também. É surpreendente que uma banda de gothic metal alternativo atingiu um tal status, especialmente desde que você canta principalmente em alemão. Como você explica isso?

Tilo Wolff: Eu acho que é porque Lacrimosa é uma banda muito emocional. Isso funciona bem com o povo latino-americano. Mas também temos um lado mais áspero. O povo da América Latina gosta da música áspera, como o metal. E eles também ouvem um monte de música emocional. Eu acho que essa combinação - difícil e emocional - funciona perfeitamente com Lacrimosa. Quanto à Ásia, eu acho que é apenas o fato de que somos uma das únicas bandas ocidentais ou europeus que estão tocando lá. Eles simplesmente não conhecem muitas bandas ocidentais, e eles apreciam que viemos para tocar lá. Nós somos uma das únicas bandas ocidentais que tocam nesses países duas vezes nos últimos anos. É muito engraçado, porque quando estávamos lá da última vez, estávamos entre os gostos de Tina Turner. Foram programadas apenas duas outras bandas ocidentais, e Tina Turner era um deles.

- Parece que você tem alcançado este sucesso com apenas pouca exposição na mídia. Quero dizer, Lacrimosa raramente é tocada na rádio, exceto em programas de gothic metal ou muito específicos. Aparentemente, os fãs só encontram o caminho para a sua música, sem muita interferência pela mídia.

Tilo Wolff: Isso poderia ser verdade. Eu ouço um monte de histórias sobre pessoas de como eles aprenderam a conhecer Lacrimosa. Muitos parecem ter descoberto através de suas relações. Eles tinha uma namorada que gostava da música dark e eles aprenderam a gostar também. Há um monte de promoção boca-a-boca acontecendo, e às vezes você ouve coisas realmente surpreendentes. Algum tempo atrás, eu ouvi de um jornalista alemão que conheceu através Lacrimosa sua namorada brasileira. Então, ele estava morando na Alemanha, mas precisava dessa conexão com uma brasileira, a fim de nos conhecer.

- A tour Revolution foi algo muito especial. Fui ver dois shows. Na Alemanha, como você não tocou na Bélgica. Você nunca soou tão engajado, às vezes até um pouco pregação. No passado, Lacrimosa era conhecido por sua visão bastante pessimista da sociedade e das relações humanas. Agora parece que você realmente quer mudar tudo o que há de errado neste mundo. Você concorda?

TW - Sim, de certa forma. É verdade que o Lacrimosa é mais identificado com uma visão pessimista do mundo. Eu sempre fui muito pessimista em relação à sociedade em que vivemos. Eu ainda sou, eu acho que a nossa sociedade é aversiva para a vida e os seres humanos. Mas, nos últimos anos, eu estava pensando mais e mais: reclamar não é o suficiente ... apenas fazer algo sobre isso! Pare de luto e de luto, e faça algo. Essa era a idéia básica por trás de 'Revolution'. Pode-se dizer que tudo começou mais cedo, com 'Fassade' (2001), que foi uma reflexão sobre a sociedade e a conexão com o indivíduo. Mas ainda era diferente. Nós realmente não queríamos apelar para as pessoas a pensar positivamente e agir nesse momento.

- Uma das músicas em que isso é óbvio é 'Weil du Hilfe brauchst', que também é destaque no novo cd. É um apelo para mais compreensão e altruísmo. Quando eu estava ouvindo essa música, eu não pude deixar de pensar 'Der letzte Hilfeschrei', uma canção em seu primeiro álbum "Angst". Poderia ser que o Tilo mais velho e mais sábio agora esta a atender o grito de socorro do Tilo mais jovem, com suas ansiedades?

TE - Eu nunca pensei nisso dessa forma. Eu nunca fiz a conexão. Mas é um bom ponto o que você está fazendo. Não há dúvida nenhuma referência ou consciente para Der letzte Hilfeschrei em Weil du Hilfe brauchst. Isso não estava totalmente em meus pensamentos. Talvez algo ficou no meu subconsciente e lá permaneceu por um longo tempo. Eu diria que é um pouco de outra perspectiva. Quando escrevi Der letzte Hilfeschrei, eu estava apenas expressando meus sentimentos de uma forma muito simples. Além disso, em "Angst", você ouvirá apenas teclados e sintetizadores. Não há guitarras, sem orquestra sinfônica, não há outros instrumentos. Weil du Hilfe brauchst é uma outra perspectiva, a de uma pessoa de fora olhando para alguém que precisa de ajuda. É o mesmo tema, talvez, mas a partir de outro ponto de vista. Ele nunca foi concebido para ser uma referência para Der letzte Hilfeschrei.

- Agora, suponha que você fosse capaz de atender ao Tilo mais novo, aquele que registrou "Angst". O que você diria a ele?

TW - Eu não tenho certeza se eu gostaria de dizer-lhe alguma coisa, porque eu não quero que ele mude qualquer coisa que ele faria em seguida. Se eu tivesse a chance de falar com ele, talvez ele não iria gravar "Angst", ou ele não faria o álbum seguinte "Einsamkeit '. Ele não estaria fazendo tudo o que a grande música que fez. Eu não gostaria de influenciá-lo. Talvez eu iria falar com ele, mas eu só espero que ele não se importasse e só iria continuar com o que ele está fazendo.

- E será que o jovem Tilo acredita que Lacrimosa iria alcançar este sucesso em todo o mundo e ainda estar por perto depois de 34 anos?

TW - Não. Nem por um segundo. Isso não absolutamente não estava em minha mente. Quando eu comecei a gravar minhas músicas, eu só queria fazer uma fita para alguns amigos e para mim mesmo, para ouvir. Minha motivação foi a de colocar a música em minha poesia e expressar meus sentimentos. Eu não pensei sobre o sucesso. Não havia um plano. A maioria dos músicos que eu conheço não tem um plano para se tornar famoso. Claro que existem algumas pessoas que começam uma banda e querem se tornar famoso, mas não é tão simples assim. E não foi o meu caso.

- Vamos voltar para o CD. Percebemos que 'Live In Mexico City "é o primeiro álbum do Lacrimosa que tem um título de mais do que uma palavra. Por quê?

TW – Em primeiro lugar, Queríamos um título que coubesse ao conteúdo. Eu estive pensando sobre um título mais curto. Eu pensei: “Live III”, mas que já é duas palavras. Eu estava procurando por uma palavra bonita que resumisse, mas era muito difícil. 'Live Mexico City "realmente diz tudo. É um concerto, uma noite. É importante também que ele foi gravado na América Latina. É a primeira vez que um cd é lançado com um público latino-americano cantando junto canções em alemão. Queríamos que fosse claro a partir do título também.

- Há também uma edição especial do CD, que inclui um DVD ao vivo. Mas há apenas quatro músicas no DVD. Eu acho que você gravou todo o show, então porque apenas quatro músicas?

TW - Quando planejamos o lançamento do álbum, eu estava olhando através das fontes de imagem que tínhamos. Eu pensei que seria uma boa idéia fazer um primeiro lançamento do cd com algumas das imagens que fizemos. Os dois cd ao vivo na primeira edição são exatamente o mesmo que a versão regular do cd, mas tem um DVD extra para o mesmo preço. Nós, na verdade, editamos apenas quatro canções do concerto, e elas são as únicos que você vai encontrar no DVD. Nós não temos tempo para fazer mais. Estou muito ocupado no momento. Há um monte de trabalho.

- No que você está trabalhando?

TW- É claro que há um monte de trabalho relacionado com o lançamento do álbum. Um monte de coisas promocionais. Recebemos perguntas para entrevistas de todo o mundo. Isso certamente vai durar mais alguns dias. Eu espero que em breve. Depois disso, vamos começar a ensaiar para os dois festivais que vamos tocar na Alemanha: Waterschloss Klaffenbach por Chemnitz e no Festival de Amphi em Colónia. Temos um setlist completamente novo para esses festivais. Vamos gravar algumas coisas novas também.

- Você disse uma vez que haveria um novo álbum do Snakeskin (projeto paralelo eletrônico de Tilo) chegando também ...

TW - Sim, eu estava planejando fazer um novo álbum do Snakeskin após o passeio. Mas então veio a idéia de fazer um álbum ao vivo e que teve um monte de tempo e trabalho. Então eu adiei todos os planos com Snakeskin até 2016.

- Isso é um bom tempo. Agora, há um monte de bandas de gothic metal-alemães hoje, com faixas que combinam guitarras pesadas com arranjos sinfônicos bombásticas. Eu penso sobre ASP, Mantus, Samsas Traum ... Bem, isso é três bandas desse estilo. Você se sente como se tivesse os influenciado de alguma forma? Você acha que o Lacrimosa abriu a porta para eles?

TW - Sim, é verdade. Eles também me dizem quando me encontro com eles, que eles ouviram Lacrimosa, que era importante para eles. Uma vez eu estava em um festival em que várias dessas bandas tocaram, e alguém me disse: 'Olha, eles são seus filhos. Você é o seu pai. "Então, sim, eu acho que eu abri a porta. Sem Lacrimosa, eles não estariam fazendo da mesma forma. Eles talvez não estariam cantando em alemão. Eles iriam fazer outra coisa.

- Você foi o primeiro a chegar a esse tipo de música, certamente, em alemão. Isso era muito arriscado naquele momento. Você teve sua dose de crítica quando 'Inferno' (o álbum com o qual Lacrimosa mudou de DarkWave para gothic metal) foi lançado.

TW - Quando eu lancei o primeiro single do novo estilo de Lacrimosa - Schakal -, todo mundo estava tipo 'o que é isso! ", O DJ do goth estavam confusos. Eles disseram que não era gótico, mas metal. Alguns não queriam toca-lo. É engraçado porque hoje em dia as pessoas consideram 'Inferno' um álbum que foi um marco, e Schakal uma grande canção, um clássico. Mas, na época, a imprensa gothic estava dizendo 'isso não é gótico'. E a imprensa de metal ... bem, eles estavam dizendo basicamente nada. Estava Dark demais para eles. Eles simplesmente ignoraram.

- Era arriscado, mas valeu a pena. Eu escrevi uma vez em um comentário que para todos os fãs que você perdeu naquela época, você ganhou 10 novos, ou mesmo 100. Se você olhar para as bandas que vocês foram comparados no início - como Goethes Erben ou Das Ich - Lacrimosa, obviamente, tornou-se maior do que eles. Assim, os riscos que você tomou despejaram muito bem ...

TW - Talvez isso é certo. Eu acho que o novo estilo tem sido especialmente útil para romper barreiras internacionalmente, certamente fora do continente europeu. Sabe, quando eu era jovem, eu costumava ouvir Joy Division e Bauhaus, grandes bandas que estavam criando música Dark. Eu os amava, mas eu não queria repetir o que eles estavam fazendo. E eles não eram tão difíceis de se fazer. Eu também tinha um lado mais duro em mim. Por outro lado, eu gostei de bandas mais pesadas, como Guns N 'Roses e AC / DC, mas eles não eram suficientemente Dark para mim. Eu queria fazer a combinação entre a música dura e música dark. Esse era o meu objetivo quando eu liberei 'Inferno'. Como consequência, isso era muito difícil para os góticos e muito escuro para o povo do metal em primeiro lugar. Mas descobriu-se bem. E isso me deu a oportunidade de romper internacionalmente.

- Podemos dizer que você tem uma base de fãs muito leais, por vezes mesmo são fanáticos. Quando eu olho para eles, eu acho que essa base de fãs é composta por pessoas que ainda vão comprar o cd de Lacrimosa, apesar da crise na indústria da música. Você tem a sensação de que Lacrimosa sofre menos com a crise no mundo da música por causa disso?

TW - Oh, eu sinto a crise. Ela nos afeta também. Mas de certa forma você está certo. Nós temos uma base de fãs muito leais. E muitas vezes eu fico pensando que eu devia estar feliz com isso. Eu acho que deve ser muito mais difícil para as bandas que não têm esses fãs leais.

- Eu estou fora das perguntas. Você tem algumas últimas palavras que você deseja passar?

Sim, eu tenho. Você disse que nós não tocamos na Bélgica durante as duas últimas turnês, e eu me sinto muito triste com isso também. Porque a Bélgica foi o país onde realmente começou para o Lacrimosa ... pelo menos no nível internacional. Foi o primeiro país em que fomos convidados para tocar fora da Alemanha. Assim, a Bélgica é muito importante para mim. Foi o início. E eu estou consciente de que temos uma base de fãs leais na Bélgica. Nós gostaríamos de tocar na Bélgica novamente. Nós tentamos, mas não conseguimos encontrar os organizadores nos últimos anos, que estavam dispostos a criar um concerto do Lacrimosa. Não temos uma gestão. Nós temos nossa própria etiqueta: Hall of Sermon. Tudo o que fazemos é na minha mesa. Isso faz com que seja mais difícil na hora de organizar turnês. Mas eu espero que nós sejamos capazes de tocar na Bélgica novamente no futuro.

- E nós também. Muito obrigado por esta entrevista.

TW - Obrigado também, pelo seu tempo e para a entrevista.

 


 

--

Karina Pinotti - Presidente Fan Clube Lacrimaniacos

February 5, 2015 at 7:17 PM Flag Quote & Reply

Karina Bruschi Pinotti
Site Owner
Posts: 246

Data: 21/07/2014

 

Fonte: Blid

 

Tradução: Karina Pinotti

 

 


“Eles ainda têm medo de nós”

 

 

Roupa preta, música Dark. Lacrimosa foi parte dos anos 90 e das estrelas da cena gótica

 

Lacrimosa é o rei do Dark na Alemanha. Poucas bandas são tão bem sucedidas com letras em alemão no exterior.

 

Agora aparece o seu novo álbum ao vivo - gravado no México. Em 24 anos como uma banda, a banda lançou onze álbuns, tocou várias turnês ao redor do mundo (incluindo ser a primeira banda de língua alemã a tocar no México) e trabalhou com a Orquestra Sinfônica de Londres. Mas na Alemanha, Lacrimosa tornou-se mais calmo.

 

O vocalista Tilo Wolff fala sobre a transformação da música, suas origens e o futuro da cena gótica.

 

 


- Por que o seu novo álbum ao vivo não foi gravado na Alemanha?

 

Tilo Wolff - A simples razão é que nós já gravaram um álbum ao vivo na Alemanha. A razão também é a grande e realmente emocionante atmosfera lá no México. Estou sempre fascinado pela forma como os fãs de lá cantam junto os nossos textos em alemão. Além disso, fomos a primeira banda que já tocou com letras em alemão no México!

 

Isso foi ... 1998. Fomos pioneiros reais na época.

 

 


- Tem muitas recordações?

 

Tilo Wolff - Absolutamente. Eu nunca vou esquecer a nossa primeira sessão de autógrafos lá. Que foi organizada, basicamente, para olharem para nós como uma banda que acabou de chegar por lá. Após 2,5 horas, teve de parar porque os fãs derrubaram um portão de aço. Nós, então, saímos rapidamente e fugimos para o ônibus - não passamos despercebidos. Os fãs então empurraram nosso ônibus para trás. Foi realmente um momento em que nós tememos por nossas vidas.

 

 


- O que os distingue dos fãs na Alemanha?

 

Tilo Wolff - A emoção! Nossos textos são, além de tudo, dureza musical em muitos sentidos determinado. Essa combinação vai bem na América Latina e na Rússia também.

 

 


- Ao longo na Alemanha, onde estão em torno de você e eles se tornam mais calmo.

 

Tilo Wolff - Na Alemanha, eu ando pelas ruas normalmente, enquanto que eu nunca posso ir sem proteção policial no México. Quando eu chego em Hamburgo de avião, sem espera. No México, as partes do aeroporto são bloqueadas. Esta diferença é enorme.

 

 


- Por que é que?

 

Tilo Wolff - Na Alemanha, a música emocional você ouve em uma demanda menor agora. Ela quer ser regado. A música não é a forma, com o negócio, pessoas intensas, por isso é difícil captar novos públicos.

 

 


- Isso é um problema geral ou isso é só na cena em Dark?

 

Tilo Wolff - Por Toda Parte. Basta olhar para as compilações de clássicos. As pessoas querem ouvir não há óperas mais completas, mas apenas compilações. A música é apenas um meio para um fim, apesar de perder seu próprio valor. A identificação com a música foi perdida - em parte porque os jovens têm mais oportunidades de emprego do que antes. A música é apenas uma das muitas opções. Mas eu espero que isso se aplique apenas na Alemanha. Tais desenvolvimentos eu não reconheço na Rússia e na América Latina. Portanto, provavelmente depende também do desenvolvimento económico do país.

 

 


- Qual a importância que você vê a sua referência à cena gótica?

 

Tilo Wolff - Nós nunca fomos apenas uma fita da cena. Musicalmente, eu diria mesmo que estamos mais longe e eramos como Lana del Rey. Ela faz cena musical, que é apenas de diferentes mercados. As pessoas pensam que deixará de ser definido como forte nas cenas, exceto, talvez, quando ao power metal (risos), como antes.

 

 


- O Gothic perdeu seu choque?

 

Tilo Wolff - Sim e não. É surpreendente o quão grande ainda são. Eu vejo isso com a gente. Nós somos uma das bandas alemãs mais bem sucedidas no exterior - mas na Alemanha temos um grupo menor.

 

 


- o novo álbum ao vivo foi gravado no México, Por quê?

 

Tilo Wolff - Porque em oposição ao exterior na Alemanha nos consideram banda gótica e ninguém quer ter nada a ver com Gothic. Por um lado, chocar a cena já não é mas tendência, mas isso não tem nada a ver com a cena. O medo da cena ainda é grande.

 

 


- Foi diferente. A contar que começou sua carreira na cena gothic com Dark- e ainda era uma mega-estrela.

 

Tilo Wolff - A gravadora só tinha de reagir e saltar sobre o sucesso. O medo de que a mídia não mudou. Se o Goethe que tem grandes despesas para voar, uma banda alemã em algum país distante e depois toca na frente de 50 pessoas, e eles são considerados grandes. Nós nunca tivemos financiamento, mas saltáramos para o fogo com nosso próprio risco.

 

 


- Isso te escandaliza?

 

Tilo Wolff - Hoje em dia, não mais. Mas isso mostra a direção em que o público é guiado pela mídia. Na política, é semelhante quando os indivíduos são preparados para crescer, apenas para distrair os outros. Os meios de comunicação que estão lá são similar. Na Rússia e México o alemão é ensinado com a ajuda de nossos textos nas escolas, mas quase ninguém sabe disso.

 

 


- Porque os óculos para as entrevistas da mídia?

 

Tilo Wolff - Possívelmente. Tentativas minhas, para me tornar uma pessoa mais enigmática - embora eu nunca quis em primeiro plano.

 

 


- Você queria ser famoso quando você começou em 1990 com Lacrimosa?

 

Tilo Wolff - Não - isso nunca foi meu objetivo. Primeiro, eu só queria colocar as letras que escrevi para mim com a música. Em seguida, foi os vocais, a partir da primeira música. Eu comecei minha própria gravadora e sai em operações apenas na busca para saber como. Eu não tinha ideia de como fazer uma coisa dessas.

 

 


- Hoje você se encontra como uma nova banda com estruturas completas.

 

Tilo Wolff - Naquela época, não havia nada. Faça você mesmo. Você não poderia apenas uma vez ir pesquisar no Google. Eu já tinha escrito para uma revista de música e entrevistei duas bandas. Do qual não tinha o número de telefone para ligar. Eu nem sequer sei como fazer uma arte de capa.

 

 


- Nos músicos de hoje esta faltando a paixão?

 

Tilo Wolff - Os jovens de hoje são imediatamente pressionado para a indústria e não percebem que você pode fazer de forma completamente diferente.

 

 


- Será que a cena Dark tem futuro?

 

Tilo Wolff - Há muito tempo eu não ouviu mais nenhum disco que pode ser descrito como uma música da cena. De que forma podemos viver em uma cena para ser visto. Talvez apenas a moda permaneceu.

--

Karina Pinotti - Presidente Fan Clube Lacrimaniacos

February 19, 2015 at 6:26 PM Flag Quote & Reply

Karina Bruschi Pinotti
Site Owner
Posts: 246

Entrevista que Tilo concedeu em seu aniversário

FONTE: whiskey-soda.de

Interview: Valentin Erning

Tradução: Karoline Coelho

 


Lacrimosa - O Embaixador no campo florido

10 de Julho de 2014 :O aniversário de Tilo Wolff.

E ele faz,mesmo assim: Exatamente as doze horas de relógio, o Frontman de Lacrimosa pega o telefone - É uma entrevista festiva com Whiskey-Soda ( nome do site qual Tilo concedeu a entrevista). E até agora,o único luxo que ele teve foi, excepcionalmente, dormir até mais tarde.

Tilo está de bom humor, tendo uma montanha enorme de cartas de fãs e cartões de aniversário para revirar. Além disso,em uma semana será lançado seu terceiro álbum ao vivo - motivo suficiente para uma conversa.

Quase dois anos depois de 'Revolution',ironicamente,muito pouco mudou. Porém, Tilo Wolff está encantado.

E no que diz respeito ao destino de seu projeto musical, ele está longe de derrubar fantasias,como enfatiza;Mas sente que seu trabalho e sua vida estão em perfeita harmonia.

De qualquer forma, Quanto mais o duo Wolff/Nurmi critica o seu ambiente em 'Revolution',Mais a humanidade se distancia, orientada pelo egoísmo e materialismo:

'Ninguém esta sozinho nesta terra - Porém todos estão solitários nesse mundo!''

 

 

WS:Tilo, A respeito de seu estilo: Considerado como bom e revolucionário,ele depende muito da sua escolha de palavras.Em seu mais recente trabalho,Você não somente se escondeu atrás de palavras lacônicas e amplamente interpretadas ,como ao mesmo tempo foi franco,direto ao ponto. Exemplo : Uma canção como ''Irgendein Arsch Ist Immer Unterwegs''. Tendo em mente que Lacrimosa sempre foi associado com um vocabulário mais puro, um título como esse fez com que muitos dos seus ouvintes se surpreendessem. Você nem sequer precisou de uma noite para dormir sobre o assunto* - ou pelo menos pra engolir - antes que a letra fosse terminada?(* expressão popular que significa ,literalmente,um tempo para pensar sobre algo)

 

TW : Não. Não,eu nunca precisei. Eu não penso em antes e depois. Eu escrevo apenas o que penso e sinto - Essa sempre foi minha maneira de fazer musica. E quando uma canção exige,de modo particular, uma expressão mais forte,ela não passa por censura nenhuma. Seguimos,por assim dizer,uma tradição de bandas como Joy Division e Bauhaus,que existem há muitos anos, e misturam literatura e psicologia para transformar em música.

Se você estivesse lá agora e censurasse-os por medo do que o público pensasse ser ruim,então, eu também poderia censurar e fazê-la funcionar de outra maneira. Em seguida,a música não teria razão.E eu tenho que dizer honestamente: Toda banda que deixa um manager ou uma gravadora interferir e tem sua música censurada, deixa de existir como algo puramente artístico,tornando-se um produto puramente comercial,como... bem... digamos que... um par de óculos de sol,ou uma mesa.

 

WS: O álbum 'Revolution' veio acompanhado de uma turnê verdadeiramente revolucionaria - ao menos, foi o que a divisão em dois atos gigantescos bem definidos passou como imagem. Presumivelmente,será muito difícil se afastar novamente de seus fãs agora. Você pode imaginar uma continuação com performances ao vivo nesse nível ?

 

TW: Bem, isso é, na verdade,sim. Há alguns dias atrás eu escrevi o Setlist para os show de verão, e em especial,o de Klaffenbach,em que teremos bastante tempo,que é bem similar (aos shows em turnê;). O problema é que eu gosto de fazer musica, e às vezes eu não vejo outra forma de fazer isso senão desaparecendo do palco por uns tempos.

Estive recentemente em um concerto do Billy Idol, e foi maravilhoso,mas foi muito curto, com cerca de apenas uma hora. Faltaram um monte de músicas do novo álbum, além de grandes sucessos com os quais eu cresci. Eu acho que um concerto não deve durar apenas uma hora e meia,precisa de mais tempo pra ser concluído. Minha cerveja deveria ter sido suficiente ,no mínimo, para apenas algumas poucas músicas. (risos)

 

WS: Por isso,pra você,estender os shows foi mais como um prazer do que uma concessão aos fãs...

 

TW: Sim, sim, mas eu também sou um pouco egoísta a esse respeito. É claro que eu quero que os fãs fiquem ansiosos com o que fazemos, e fico feliz quando vejo que eles gostam disso. Mas em primeiro lugar eu comecei esta viagem inteira chamada Lacrimosa porque eu adoro música e quero fazer música. E, portanto, eu não quero estar no palco para satisfazer a alguém. Acho que as pessoas sentiriam se eu estivesse, suponhamos, chateado, porque eu ficaria parado duas ou três horas no palco. Elas sentem, e,nesse caso, eu não faria isso. Exemplo: Se você estiver doente. Isso é o que aconteceu em Puebla na última turnê. Eu estive muito mal e tive calafrios. Os organizadores queriam cancelar o concerto quando me viram ali, tremendo nos bastidores cinco minutos antes do show. E eu disse:'' Não, eu vou lá no palco, mas não por três horas,hoje apenas duas''. Você tem alguns compromissos, é claro. Mas por outro lado, se você não tem nenhum desejo de entrar no palco, você não deve fazê-lo.

 

WU: Quão satisfeito você esteve depois desse tal concerto? Você estava feliz por ter conseguido fazê-lo,ou pensou que deveria tentar torná-lo melhor da próxima vez?

 

TW: Nah, eu estava realmente feliz que eu tinha feito isso. E depois, eu conversei com algumas pessoas, porque fui tomado pelo medo de que alguém poderia estar zangado ou desapontado porque comprou um bilhete e o show não foi como esperado. No entanto, o som foi original como os outros (shows) e basicamente ninguém realmente notou que eu tinha estado adoentado.

 

WU: Uma questão que está preocupando muitos fãs é sobre o chapéu de Arlequim. Porque, de fato , ele o perdeu no meio da agitação da revolução, ao que parece, estando ele lá no meio de escombros e fumaça, segurando a bandeira da revolução. Até o início do próximo período de vida,ou seja,o álbum novo,terá ele já recuperado o chapéu?

 

 

TW: (risos) O Arlequim é, por assim dizer, a mascote da banda e, claro, isso inclui todas as partes dele.O chapéu não corresponde a uma parte da vida musical de Lacrimosa, mas, ele ainda é uma parte de valor do reconhecimento visual do Arlequim. E, portanto, o chapéu não será perdido.

 

WS : Olhando exclusivamente para o próximo álbum: Vocês pertencem a categoria de bandas que podem demorar longos períodos de tempo antes de chegar a um novo material de estúdio. O tempo pergunta inocentemente: O que você esteve fazendo nos últimos dois anos em relação a tudo isso?

TW: O problema disso é simplesmente o fato de eu não tenho nenhuma gestão, nenhuma gravadora externa,e faço tudo mais ou menos sozinho, e isso leva tempo.

agora são cerca de dez pessoas ( na HOS), e eu apenas fico lá no balcão com Dominik. O tempo entre os álbuns eu passo no balcão. É claro que, nos últimos dois anos, devido, em grande parte, a turnê mundial que fizemos,abstivemo-nos quase inteiramente dos assuntos relacionados com o trabalho de escritório ,pois é necessário que Lacrimosa toque ao vivo, respectivamente, para os distribuidores e licenciados trabalharem.

WS: Mas isso é, até agora, só um pseudo-problema não ter gestão na parte de trás, certo? Isso afeta a qualidade - em tudo - de uma forma bastante positiva, posso imaginar.

TW: Nem por isso, na verdade. Eu não sei como é com outros músicos, mas o tempo em minha mente,não é garantia de qualidade. Eu acho que se eu tivesse mais tempo para fazer música, não necessariamente seria de melhor qualidade ou teria menor rendimento. Para mim, mesmo que o intervalo entre os álbuns de estúdio seja bastante grande, tenho relativamente pouco tempo para fazer música.

Pequeno exemplo: até a véspera de meu Ano Novo deste ano, duas vezes por semana eu não estou indo para o escritório, apenas para fazer música. E houve apenas uma vez que não consegui . Às vezes eu trabalho melhor sob pressão, na verdade. Em última análise, é realmente uma questão de hábito, porque o jogo corre agora já por quase 25 anos. Eu não sei como seria se eu tivesse uma gravadora atrás de mim,dizendo que eu deveria trabalhar por um ano em um álbum, todos os dias, de manhã à noite. Não faço ideia do que viria disso.

WS: Existem também bandas que desaparecem por cinco a dez anos para lançar um novo álbum, que depois é extremamente festejado. Na mídia, há uma tendência de golpear tais (bandas) durante esses intervalos, durantes as fases de criação,repetindo o material como se fosse algo de poder supremo....

TW: Devo dizer honestamente que a idéia de escrever uma canção hoje, para que ela seja publicada em dez anos ... não posso. Eu acho que, eu não iria nem mesmo de começar. Isso é muito ruim para mim. Assim, por exemplo, agora com o álbum ao vivo: eu malmente posso esperar até o dia 18! Apenas uma semana e um dia, para o CD ser finalmente lançado então eu poderei ouvi-lo. Estou apenas olhando para a frente. Seria uma grande provação para mim saber que haveria, de alguma forma, pausas tão longas.

 

WS: Anne e você estão trabalhando em um novo material,ou isso não é um problema atual?

TW:Ainda sim,o novo material não é como um novo material no sentido próprio;eu não tenho a intenção de escrever um álbum. Compor pra mim tem um ritmo mas cotidiano. É algo que eu gosto de fazer quando quero relaxar. Alguns caminham,nadam ou fazem qualquer outra coisa; Eu gosto de sentar-me ao piano ou pegar minha guitarra e tocar. É,portanto,algo que está constantemente ao meu lado,sempre que possível.

WS:No passado,em contraste, seu último live,Lichtgestalt (2007) foi gravado em várias partes. O que o levou a gravar em uma única localidade dessa vez?

TW: A razão para isso é, basicamente, que fui a shows de vários artistas nos últimos anos,shows que realmente gostei, e me incomodou o fato de que depois que tudo acabou eu não pude ouvi-los mais uma vez . Um ou outro show que fui eu tive que viajar atrás deles (os artistas). Para ver Leonard Cohen eu voei até Genebra,para Archive,eu fui até Roma,só pra ver os shows novamente. De Leonard Cohen,por exemplo, saíram dois Lives da turnê, e foi um momento maravilhoso comprar esses CD's e ser capaz de desfrutar do ambiente ao vivo novamente. E então,a ideia surgiu: ''Ei,vamos lá,podemos fazer isso também,por que não? ''. E nós ainda tivemos muito incentivo na ultima tour,várias pessoas dizendo ''Foi um ótimo setlist!'' ''Isso tudo soou muito bem encaixado''. Nos concertos da Tour existe uma tensão que só pode ser capturada ao vivo,e sem cortes,logo nenhum de nosso álbuns tinha isso.

Então, tivemos uma pause entre a Turnê Européia e o resto da turnê mundial,e viemos com essa idéia. E enquanto descansávamos,tentei reunir todos os componentes para que,em seguida,pudéssemos gravar um DVD na Cidade do México a partir dos três concertos de lá.


--

Karina Pinotti - Presidente Fan Clube Lacrimaniacos

February 24, 2015 at 8:52 PM Flag Quote & Reply

Karina Bruschi Pinotti
Site Owner
Posts: 246

Continuação ...

 

WS:Você, então, gravou seletivamente um concerto ou teve várias tentativas e, em seguida, escolheu o melhor show?

 

 

TW: Não, nós gravamos apenas uma vez, ou seja, o primeiro concerto dos três na Cidade do México. E temos também, especialmente ,o fato de ser um belo salão, que tem uma boa acústica, então, também se encaixou bem. Assim, esta noite foi focada nisso, e tudo simplesmente tinha que se adequar.

 

 

WS: E por que a escolha caiu na Cidade do México? Houve ainda variantes evasivas, ou foi imediatamente claro para você?

 

 

TW: Eu decidi gravar Cidade do México, porque temos a maior audiência, e baseado simplesmente no fato de que eu acho muito legal quando eu ouço um disco ao vivo e ouço o público cantar junto . E em Cidade do México temos a platéia mais barulhenta, e é por isso que eu, então, decidi fazê-lo lá.

 

 

- Você disse que é emocionante ver como as cancões antigas mudaram ao longo de muitos espetáculos ao longo dos anos, até certo ponto como um vinho amadurecido à luz dos documentos publicados anteriormente ao vivo. Existe, na sua opinião, metamorfoses especiais que você notou e quer destacar?

 

 

TW - Isso, eu tenho que dizer, honestamente, que eu vou mesmo levar alguns dias para descobrir, porque eu ainda não me ouvi nos últimos álbuns ao vivo. E agora sai o novo material - E eu marquei em meu calendário - vou tirar um dia ou uma noite para ficar analisando algumas canções - como 'Alles Luge "ou" Schakal ", por exemplo - e, em seguida, ouvir todas as versões ao vivo ou gravações ao vivo que estão disponíveis a partir de Lacrimosa,comparar um com o outro. Estou contente, totalmente animado para ver como tudo isso mudou. O engraçado é que assim, estes desenvolvimentos ocorrem com tanta frequência no palco sem termos que pensar sobre isso,mesmo sendo algo realmente grande. Estes são momentos raros na sala de ensaio, onde alguém sugere casualmente tocar de forma diferente alguma música, ou algo acontece no palco e depois de sair do palco alguém diz: Ei, você ouviu isso? Isso foi bom? Ou então vem o guitarrista e desculpa-se por não ter tocado o solo em questão, ou qualquer outra coisa. E assim tem se desenvolvido ao longo dos anos.

 

 

Será que é graças a esta dinâmica de ficar perto de todas as canções ao longo de décadas que vocês ainda podendo se identificar com elas, ou há também peças que alienaram você, ou vocês ao longo do tempo?

 

 

 

É claro que quando me lembro dos primeiros textos que escrevi quando eu tinha 16, 17 anos, vejo que evolui ao longo dos anos e tenho certas posições ou pontos de vista alterados ou verificados. Consequentemente, há alguns textos que eu, claro, gosto de ouvir porque para mim eles fazem parte do meu desenvolvimento e eu me lembro como ou por que eu escrevi .

 

Mas quando penso nisso enquanto as canto no palco,percebo que o público tende a tornar as declarações de um músico,ou de alguma pessoa.

 

o público tende a trocar os lados da moeda.

 

E uma vez que você tem um pouco de cuidado,alguma responsabilidade ainda reside.

 

E falando de censura,essa é o único tipo de informação que eu relato.

 

Ontem, eu ouvi uma música cujo título é 'Mord ist Kunst' (N.D.M: Música do grupo Stoneman,literalmente ''Assassinato é arte'') e eu tenho que dizer que honestamente eu vejo um problema.Há crianças de 15 anos bastante instáveis por aí,que podem, depois de ouvir uma música fazer algo.

 

Eu acho que,se alguém tem a benção de ser capaz de fazer musica,precisa ter um pouco de cuidado com o que diz. Eu acho que o cara que canta nao seria tao feliz sobre o tema se ele ou a namorada dele fossem assassinados como ele diz.

 

Mas para mim (a música) é apenas um ponto de vista no qual eu posso demonstrar claramente o que quero dizer e pode-se dizer que é por isso que escrevi,e que na maioria dos casos,por trás da abordagem,sou eu,mesmo hoje.

 

E sem esse 'mas' eu nao poderia entrar no palco.

 

Na verdade,isso parte do contexto de que eu teria que anotar o que sinto de alguma forma. E me pareceu uma boa ideia : escrever textos e em segunda parte usar música para torná-los mais bonitos. Na verdade,foi uma ideia muito boa,de maneira que eu pude pensar em mais detalhes ao longo da composição.

 

 

 

WS: Especialmente no setor mais escuro, que parece ser o problema do público ou ouvintes, mas também os músicos sendo levados demasiadamente a sério, o que - entre outras coisas - pode fazer com que você entenda essas musicas de uma maneira errada...

 

 

TW: Completamente,sim - porque você está falando de um tema interessante porque ambos os músicos e ouvintes levam todas essas coisas muito a sério, devo dizer com toda a sinceridade. Em última análise, é a música que deve trazer-nos alegria. Comigo é assim,e é muito bom,claro, quando eu escuto a música que me move. Mas a música tem uma relação. ela nao é a sua última palavra,e gostos podem mudar,também. Algumas musicas quais eu nao vivia sem há 20 anos,hoje em dia nao me tocam. Outras permaneceram,outras vieram e assim por diante.

 

Olha,eu posso ver isso em mim. Eu tenho a sorte de poder fazer musica para mim,e nao para outra pessoa. Muito pelo contrario, quando me aprovam eu humildemente fico em silencio,feliz,mas isso nao me torna onisciente.

 

Só porque você faz musica ou fica alguns minutos no centro das atenções,nao muda sua composição como homem,sua inteligencia ou sentimentos,pensamentos. Portanto,músicos e fãs nao devem,eu acho,tocar a vida de acordo com a música.

 

 

WS:Quando ouvi o álbum ao vivo,entre tanto, ouvi alguns ''Gracias!'' e veio a minha memória que quando o lançamento de ''Revolution'' foi anunciado,disseram que poderíamos encontrar no álbum algumas músicas com texto em espanhol. Isso não se concretizou. Você cancelou as canções em questão ou deixou-as para mais tarde?

 

TW:Oh. (Risos) Isso é muito suspeito - Eu não me lembro! Por agora,não tenho nada. Pode ser que,como eu já disse, aparece uma ideia que eu queira apresentar em espanhol. Mas em qualquer caso,isto é,até agora, ainda não aconteceu - parece-me que esqueci.

 

 

WS: Uma ultima vez,eu parafraseio suas próprias palavras: Em uma entrevista recente,você disse que '' não faz música para um cenário,mas sim poesia musical''. Quando foi que você se deu conta disso - sua audiência notou isso?

 

TW: Então, tenho que dizer,honestamente ,que nunca realmente considerei uma cena de música para Lacrimosa . O que não significa que eu tenho problemas com a cena - muito pelo contrário, eu venho da cena gótica e sou extremamente ligado a ela,até hoje. Desde quando estava sozinho, eu já me vestia ... todo de preto, com braçadeiras pretas. Visualmente tenho influencias muito claras de gothic rock, ou como você queira chamar. Claro,o que eu ouço não corresponde em grande parte do que faço.

 

Olha, como eu, por exemplo, trouxe em meu primeiro álbum, 'Angst', que até tem guitarras,mas é dominado por teclados. Na época, eu um fã ab-so-lu-to de Bauhaus.e a única musica em que aparecem teclados no primeiro álbum de Bauhaus eu acho terrível,justamente pelos teclados. Assim, a música que eu mesmo faço tem relativamente pouco a ver com o que eu ouço muitas vezes.Para explicar isso,já que levei um pouco longe de mais, - voltando a sua pergunta – Eu nunca vi Lacrimosa como algo que se encaixe dentro de uma cena, mesmo considerando a cena de Gothic Rock, eu acredito que cresci muito pra fora dela. Isso era muito comercial do meu pensamento relativamente tacanho,até então. Eu não faço, portanto, questão de conectarem Lacrimosa a uma cena específica .

 

É por isso que eu continuo voltando tais ditos nos lábios, como a citação que você acabou de mencionar.Vejo Lacrimosa agora como " Poesia musical", o que naturalmente afeta apenas alguns títulos que tenho escrito. Mas se eu agora, por exemplo, pegar "Irgendein Arsch Ist Immer Unterwegs" ou "Copycat" ou "Feuer " ,claro,não tem muito haver com poesia. Muitas vezes, quando me perguntam qual gênero que eu escolheria para Lacrimosa, digo então,que Lacrimosa é um gênero por si mesmo, e você pode olhar pelos 20 e tantos anos e perceber que é verdade. Quero dizer, há viagens para o blues, há excursões para o jazz, há passeios de massa para os clássicos, para o metal, rock, há estilo gótico em todos os lugares,e em todas as direções, na verdade. Eu colho flores de vários campos e continuo a partir de meu próprio Bouquet. Por mais simples que seja, e despretensioso..

 

 

 


--

Karina Pinotti - Presidente Fan Clube Lacrimaniacos

February 24, 2015 at 8:53 PM Flag Quote & Reply

Karina Bruschi Pinotti
Site Owner
Posts: 246

Data: 2012

Fonte: Rock Revolt Magazine

Tradução: Karina Pinotti

 

Três anos após seu último lançamento de estúdio Lacrimosa está de volta com seu 11º álbum de estúdio Revolution. Ao lado de coros e orquestras, o álbum apresenta uma estelar line-up de artistas de renome, como o Mille Petrozza, mentor dos pioneiros do thrash de metal Kreator e Stefan Schwarzmann, de Accept na bateria! Este álbum hipnotiza os ouvintes com seus elementos temáticos. RockRevolt ™ Revista teve inegavelmente a sorte de obter alguns momentos com Tilo Wolff, parte do duo sinfônica de Lacrimosa.


- Jase / RR: Isso deve ser uma grande empresa; não só a escrever uma obra-prima como esta, mas com a gravação e produção. Quanto tempo levou a partir de quando você começou a escrever letras para Revolution demorou para chegar ao produto final?

Tilo Wolff: Este realmente foi um longo processo. A primeira música para o álbum que eu escrevi por de volta de 2009, enquanto estávamos em turnê na China. Eu acordei no meu quarto de hotel em Pequim e estava cheio de emoções do passado do dia e da noite. Este imediatamente se tornou a música no meu coração, mente e ouvidos, e depois de voltar para o meu estúdio comecei a gravar esta canção. Na verdade, isso é o que eu sempre tenho a intenção de fazer: gravar a música no momento em que escrevo ela. Só então é absolutamente fresco e puro e eu posso sentir as emoções tão fortes quanto eles são. Isto significa que o processo de gravação de um álbum do Lacrimosa se estende ao longo de um longo período de tempo. Isso me serve muito melhor do que bater o estúdio por várias semanas para gravar todas as músicas juntas.


- Jase / RR: Esse álbum realmente flui sem problemas a partir de uma canção para a próxima. É óbvio que, mesmo na primeira audição que você está tentando transmitir uma mensagem. Se você, por favor, compartilhe com os nossos leitores o tema que estava tentando transmitir com esta versão.

Tilo Wolff: Veja, eu acho que nós estamos vivendo em um mundo que não é muito adequado para o ser humano com todas as suas necessidades e desejos. Nós, humanos, criamos este mundo e ainda assim não nos encaixamos nele. Isso é uma piada trágica! Somos guiados pela mídia que só nos apresenta uma versão da realidade. A maioria de nós está preso em um trabalho que garante a frustração diária; afinal de contas, nós temos que lutar contra a nossa própria espécie, é disso que se trata e resume isso. Nós machucamos ou desobedecemos o outro. Ninguém lá fora pode fazer mal para nós. É a nós mesmos! E, portanto, eu acho que devemos parar de reclamar e começar a trabalhar em um mundo melhor. E cada um e todos podem começar dentro de si próprio. E é isso que este álbum é sobre.

A música é como uma lingua; quanto melhor você aprender a falar a língua, melhor você poderá se expressar e mais divertido será está falando. Essa é a mesma coisa com a música. De álbum para álbum, eu tenho a sensação de que eu conheço a língua (música) melhor e posso expressar minhas emoções.


- Jase / RR: Muitos fãs não sabem que você começou a sua própria gravadora "Hall of Sermon" como uma maneira de não ser dependente de gravadoras. Isso, obviamente, permitiu-lhe mais controle criativo sobre sua música ao longo dos anos. Conte-nos um pouco sobre como você chegou a essa decisão. Além disso, se você assina outras bandas para o rótulo?

Tilo Wolff: Eu tomei esta decisão após o envio de uma primeira fita demo para várias editoras. Voltaram ofertas de contratos em que os rótulos teriam o direito de mandar na minha música. Bem, hoje em dia eu sei que isso é comum e apenas alguns poucos artistas podem escrever e gravar suas músicas da maneira que eles querem, mas na época eu fiquei chocado. Então eu comecei a minha própria gravadora basicamente sem saber o que um rótulo deve fazer de qualquer maneira. Levei um ano de pesquisa - Naquele tempo não havia internet - Eu fui para bibliotecas, conversei com outros artistas, tomei alguns empregos a noite para ganhar tempo durante o dia para construir o rótulo e um ano depois eu lancei meu primeiro álbum . Hoje em dia - além da quantidade dupla de trabalho - Estou muito feliz com este esforço, porque Lacrimosa não teria sido essa banda se tivesse gestores e escritório, pessoas de gravadoras mandando na música!


- Jase / RR: A maioria de suas letras são escritas em alemão, apesar de você sempre ter uma ou duas músicas em cada álbum que estão em Inglês. O que fez você decidir incluir as canções em Inglês nos álbuns?

- Tilo Wolff: Isso foi por causa da música "Copycat", do álbum Inferno. Eu tive essa raiva em mim e queria cuspi-la pura e direta. A língua alemã é uma espécie de língua poética e você pode descrever muitas coisas de uma forma muito bonita, com esta linguagem, e mesmo admitindo que pode parecer difícil para muitas pessoas, não é nenhuma língua direta, por isso que eu escrevi essa letra em Inglês. Senti-me melhor e desde que eu gostava de comutação as línguas.


- Independentemente do idioma que é, ele sempre será entregue via que a linguagem universal da música. Gostaríamos de agradecer a Tilo por nos dar um momento de seu tempo. Revolution alcançou a posição 35 nas paradas alemãs, e é definitivamente algo para se manter em mente para expandir sua paleta musical.

 

--

Karina Pinotti - Presidente Fan Clube Lacrimaniacos

March 5, 2015 at 8:27 PM Flag Quote & Reply

Karina Bruschi Pinotti
Site Owner
Posts: 246

Data: 25/02/2013

Tradução: Karina Pinotti

Fonte: Zvuki

- Tendência no gothic metal Lacrimosa recentemente gravou um novo álbum "Revolution" e estão se preparando para apresentar uma nova turnê no programa russo-ucraniana. Sons em contato com a pessoa responsável pelo Lacrimosa, Tilo Wolff, e falou o lugar Gothic na Rússia, o caminho certo para surpreender os fãs e amor pela música.

 

- Lacrimosa agora em turnê com um novo álbum "Revolution". Sua versão anterior gravações inéditas "Schattenspiel" foi programada para coincidir com o vigésimo aniversário do grupo, e isso pode ser percebido como uma espécie de resumo intermediário. Ele pode ser chamado de uma "revolução" início de um novo capítulo na sua história?

Tilo - Eu não chamaria "Schattenspiel" resumindo em um sentido amplo. Com efeito, neste material discográfico entrou músicas nunca antes publicadas e, portanto, a história oficial do Lacrimosa não é propriedade. Então, se "Schattenspiel" e do inferno, é provavelmente um toque extra para o quadro geral. Eu o chamaria de sua irmã mais nova do Lacrimosa na sua grande família. No geral, eu acho que cada álbum - é um novo capítulo e uma nova etapa de uma forma criativa, independentemente de ele fazer uma curva acentuada ou mantém a antiga direção. Neste sentido, "Revolution" - não é exceção, é claro.

 

- No processo de gravação que cooperou ativamente com (Miland Petrozza) de Kreator e (Stefan Schwarzmann) de Accept, dois grandes e respeitáveis músicos do metal. Neste caso, você é bem conhecido, pelo menos em matéria de escrita. Vocês se dão bem no estúdio?

Tilo Na verdade, essa separação de músicos de metal e de músicos não de metal – tudo isso vêm de pessoas que não estão envolvidas no processo criativo. Pergunte a Miland ou Stefan, eles não vão tratar a si mesmos como "metalheads" ou outra pessoa, eles apenas se consideram as pessoas que compõem e tocam música. O trabalho com eles passou muito organicamente. Em geral, a ideia de gravar juntos inicialmente veio de Miland. Certa vez, ele sentou-se em minha casa, ouviu a demo "Revolution" e disse que ele gostaria de tocar nele. Então nós fomos para o estúdio, e sua parte correu perfeitamente. Eu diria que a nossa cooperação - o fruto de um amor em comum a música como um todo, não se correlaciona com certos gêneros e estilos. Há metal, há uma pop, música sinfônica e de tem tudo o que queremos. Para mim, a música é indivisível. E quando eu conheço pessoas que compartilham um ponto de vista semelhante, como Stefan e Miland, o trabalho em conjunto acontece com muita facilidade.

 

- Você deve ter um gosto pessoal na música muito diversificado. Como você pensa, qual é o nome de sua própria playlist surpresa para o ouvintes de Lacrimosa, algo mais forte do que os outros? Talvez você é um admirador secreto da velha escola gangsta de rap, ou, por exemplo, New Orleans jazz?

Tilo - Hmm, pergunta interessante. Não sei se vai surpreender alguém, mas eu sou um grande fã do ABBA! Clássico absoluto.

 

 

- E se, de alguma realidade alternativa você tivesse a oportunidade de convidar para o estúdio qualquer músico, quem seria chamado em primeiro lugar?

Tilo - Wow, não vai ser fácil! Então, para começar, eu naturalmente convidaria a Mozart. Eu seria capaz de aprender alguma coisa com ele, mesmo que ele se oferecesse para trabalhar em conjunto, eu não ousaria. Então eu teria chamado Morrison (Jim Morrison), para gravar algo junto. Bem, talvez, Leonard Cohen (Leonard Cohen) - com ele seria muito interessante trabalhar.

 

- Wolff, Mozart, Morrison e Cohen - faria uma banda legal.

Tilo - Sim, isso é certo.

 

- Vamos falar sobre a próxima turnê Russo/Ucraniana. Há alguns anos, você apareceu de repente na Rússia com este coro cossaco. Como é que esta ideia surgiu e,em seguida, se essas surpresas são esperadas agora?

Tilo - No momento, tudo começou com o fato de que nós gravamos "I Lost My Star in Krasnodar". Muitos moradores de Krasnodar ficaram lisonjeados que um grupo estrangeiro compôs uma canção sobre a sua cidade. Antes do show, fomos contatados por um cossaco Choir local, eles nos convidaram a tocar juntos e ficamos felizes em aceitar. Mas, desta vez, decidimos que precisamos de um novo programa para introduzir o ouvinte em sua forma mais pura. Tocar com alguém em conjunto é muito legal e interessante, mas ainda distrai o público a partir da ação principal. Então agora nos nossos concertos pode ser visto e ouvido o puro, e não o diluído Lacrimosa com toda a gama de emoções que traz a nossa música. Alias, carregamos conosco um novo baterista, músico muito talentoso. Então o show de hoje será muito mais pesado que antes, apenas no espírito do material "Revolution".

 

Em uma versão de "I Lost My Star em Krasnodar" você até cantou algumas linhas em russo, e nós ficamos sabendo que custou-lhe uma dificuldade considerável. Não continuou, desde então, para praticar a língua?

Tilo - Bem, para ser honesto ... não realmente. Eu adoraria, mas o russo é tão complexo! Na verdade, eu gostaria de passar aqui a metade de um ano e melhorar sobre a linguagem para se comunicar com as pessoas.

 

- Você tem se apresentado repetidamente em várias cidades russas, e certamente viu um monte de lugares bonitos e atrações. E existe um lugar que você poderia chamar de um verdadeiro gótico?

Tilo - Francamente, para mim o mais gótico é, eu diria mesmo, um lugar poético que eu visitei aqui foi o Samara. Hospedamo-nos no edifício do hotel do século passado, e da cidade era como uma ilha isolada no país, por isso ele se concentra em sua vida interior, e não o que está acontecendo lá fora. Este é um lugar muito agradável, este é o lugar onde eu experimentei uma dos mais fortes impressões poéticas da Rússia. E vergonha que este ano não vamos fazer isso lá. Espero que seja possível na próxima vez.

 

--

Karina Pinotti - Presidente Fan Clube Lacrimaniacos

May 27, 2015 at 10:09 PM Flag Quote & Reply

Karina Bruschi Pinotti
Site Owner
Posts: 246

Data: 28/09/2012

Tradução: Karina Pinotti

Fonte: derglaesernemensch

 

(LACRIMOSA no espelho retrovisor: Entrevista com o cantor Tilo Wolff)


- Três anos atrás e a entrevista já é velha. Isso foi quando eu ainda estava ao telefone no momento em Leipziger Zeitung com as estrelas pop de todo o mundo. Naquela época, a formação “gótico” Lacrimosa relatou a volta. O cantor Tilo Wolff e eu conversamos por um tempo no telefone e comecei a conhecê-lo como um espirituoso, inteligente e aberto parceiro de conversa. Durante quatro anos, ficou em silêncio antes de 2009 e seu álbum de retorno chamado de "Sehnsucht". "Revolution" agora seu mais recente trabalho. Agora uma conversa de mais idade, mas então uma interessante entrevista. Lacrimosa foi em 28 de setembro de 2012 os hóspedes em Leipzig. Uma entrevista com o “Leipziger Zeitung” em 11 de julho de 2009 como um lembrete dos "bons velhos tempos".

- Olá Sr. Wolff, como você está em tal maratona depois das entrevistas para seu novo álbum?

TW - Isto é simplesmente uma obrigação quando você toca música. É automático.

- Como faz o trabalho promocional?

TW - Hmmm, eu estou ficando mais no palco ou no estúdio. Na verdade, eu só parei meu trabalho de estúdio porque eu tenho agora simplesmente mais vezes o tempo necessário para as entrevistas. Como eu disse, é apenas uma parte. É bastante claro que eu gostaria que a música não estivesse na minha gaveta da mesa, mas também o povo é ouvido. Para isso, você tem que fazer o público da música e isso inclui o trabalho de promoção.

- Quatro anos atrás não havia nada novo para ouvir no "Lichtjahre" do "Lacrimosa", exceto o álbum ao vivo. O que você tem, além do álbum ao vivo?

TW - Ficamos muito ativos neste período. Estávamos muito na América Central e na Ásia em turnê. Na Rússia, foram três. Por um lado nós estávamos muito tempo em turnê e do outro lado um monte de tempo no estúdio. Desde dezembro de 2007 temos vindo a trabalhar em "Sehnsucht". Assim foi neste momento em que escrevi e gravei o álbum em um tempo muito apertado.

- Lançar o álbum "Sehnsucht" com seis músicas em uma edição especial. Após quatro anos de turnê, mas ocorreu corretamente, certo? Como isso se relaciona as seis versões de canção?

TW - Isso é porque quando eu produzi várias ideias sobre uma canção que eu queria tentar absorver sem as originais. A partir da ideia de fazer um CD normal e mostra isso, e apenas as diferentes versões adicionais das canções. Por que tem a capa da edição especial de "Sehnsucht" uma cor ligeiramente diferente, porque é algo atípico para nós. Como se fosse a cereja no bolo de creme (risos).

- Quando você começou com a composição e a gravação de "Sehnsucht", e quando foi concluído?

TW - Basicamente, a escrita começou em dezembro de 2007 simultaneamente com a produção. Foi composta e gravada a mesma em princípio. Então, quando me sentei ao piano, composta lá, escrevi e toquei, eu pensei diretamente se algo passou distante. Meu estúdio que tenho preparado para isso, para que eu possa realizar de acordo com uma base. Assim que eu percebo que algo de bom acontece, eu imediatamente achei a melhor gravar. Isso é uma forma interessante de trabalhar, porque você já assumiu feito simultaneamente ao compor uma parte da música, uma vez que irá em seguida também estar a bordo. O resto da música ainda não foi composta de tal modo que não se sabe como essa parte da viagem vai ser assim.

- Isso soa como um processo de gravação muito espontâneo, mesmo que se estende por um longo período, certo? Você pode ouvir isso nas músicas, eu acho.

TW - Sim, com certeza, eu sou da mesma maneira. Eu acho que a espontaneidade que você pode ouvir na música. Eu acho que tem de se considerar qualquer auto-imposta a auto-censura e não há maneira através da parte gravada da música neste tipo de gravação. Então você pode desenhar diretamente as emoções. Isso é o que a música também. Eu prefiro não fazer música inebriante e, portanto produzir uma forma especial de um álbum. "Sehnsucht" é portanto na discografia de Lacrimosa um estatuto especial realizado.

- Por que o seu álbum "Sehnsucht" é especial para você? É a certeza da saudade, mas a natureza disso com você e especialmente para o seu álbum?

TW - É minha intenção de refletir as diferentes facetas da saudade. Quando você pensa sobre desejo de entrar entre o desejo humano, as pessoas que perdeu, ou você ainda não encontrou. As pessoas que sentem um desejo um ao outro, ou anseio por afeto físico e emocional. Há também significativamente mais desejos. Nós vamos olhar para o nosso álbum. O curso começa primeiro com o anseio interpessoal. Em seguida, continua com o anseio por mudanças, redescoberta da possibilidade de concluir as coisas e iniciar novos projetos. Como na canção "Mandira Nabula". E este álbum é sobre também o desejo de vingança. Como a canção "Feuer" expressou. Há também o desejo de deixar ir, então o oposto do desejo de outro ser humano "A Prayer For Your Heart". Nós também lidamos com a saudade da veracidade. Dizer que alguém reconhece as coisas como elas realmente são e não como elas veem de sua própria percepção, a educação pessoal, o ambiente e assunto. Assim que percebem as coisas como elas são emitidas e não informadas.

- Que música é o tema para você?

TW - Koma ". Mas sobre o assunto geralmente concluído, desejo em si é apenas uma ponte. Saudade é nada próprio, por assim dizer. É algo que nos ataca, mas deve haver sempre um objetivo. Sem um objetivo, sem certos pontos fixos de saudade, eu não posso mesmo ser ativo. Consequentemente, o desejo é apenas uma ponte que vai nos levar a algo. E há muitas pessoas que não são donos do seu desejo e pode escravizá-los, subjugar. Em seguida, ele se torna perigoso. Mas o desejo pode ser uma força maravilhosa. Se for comparar desejo com energia renovável, desejo seria muito amiga do ambiente.

- Quando a faixa "Krasnodar" ouvi-la, em seguida, será certamente um anseio também ou também sede por viagens?

TW - Sim e não, obviamente por um lado porque este título é minha lembrança pessoal de nossos muitos e muitos passeios. É a conexão com tudo o que eu experimentei. Essencialmente, essa canção é sobre uma experiência específica que tivemos em Krasnodar e eu queria capturar. Em princípio, a música é uma mistura de desejo de viajar e não experimentar o momento emocionante.

- Eu sei dos meus tempos selvagens de metal e que as vezes no início dos anos noventa tinha a banda "X-Wild" tinha tocado junto com você. Nesses tempos esta vinculado como uma banda?

TW - Não, em seguida, tocou toda a banda, mas apenas o baterista de "Running Wild", que, em seguida, caiu mesmo com "X-Wild". Ele tinha jogado por vários anos com a gente. em "Sehnsucht" Eu tenho a maioria dos instrumentos sozinho adicionado como guitarra e baixo, teclado e trompete ... tudo. A orquestra que juntou-se aqui foi o "Spielmann Schnyder Philharmonie" com o que ... (pensa) pela primeira vez em 1999, têm trabalhado em conjunto. Tínhamos então trabalhado várias vezes com eles. (Isso foi, de acordo com a página inicial "Lacrimosa" somente em 2001, com o álbum "fachada" e no caso de 2003, sobre "Echos".)

- Usa Alemão e Inglês em suas letras. Bandas como "The Art" Eu sei que fazem isso também. Por que isso é feito?

TW - A língua alemã que eu uso em primeiro lugar, porque eu lidei com isso desde o início, assim. Eu quero não só para fazer a música, e sim por causa da música. Mas eu queria dar a partir do início dos textos outra dimensão. E uma vez que os textos são em alemão, porque você escreve pela primeira vez em sua língua nativa, se você não pensar sobre um lançamento mundial. No entanto, também é verdade que há certas coisas que você não pode expressar com a língua alemã. A língua alemã tem um monte de expressão, mas não todas. É por isso que eu comecei com títulos como "Copycat" para escrever em Inglês. Com títulos como este seria traduzido para o alemão e não iria soar tão emocionante. O mesmo com novos títulos que não pode se cantar em alemão, e sim Inglês. Isso simplesmente não faz. Mas, no geral, é colocar para fora de mim na minha língua materna.

- Você canta um dueto com Anne Nurmi. Como é apenas cantar principalmente na "cena gótica" homens e mulheres de forma igual?

TW - Isto não tem nada a ver com minha opinião com a cena gótica. Isso tem a ver com o fato de que eu cresci com Leonard Cohen, que já trabalhou com Jennifer Warnes e outros cantores juntos. Essa foi a minha inspiração. Que bem poderia ter copiado em outro "Lacrimosa", mas que tem originalmente nada a ver com a cena gótica. Isso surgiu de meu amor pela música de Leonard Cohen.

- Esta é a sua influência musical mais antiga?

TW - Sim, exatamente.

- E sobre os suspeitos habituais, tais como “Dead Can Dance”?

TW - (Respiração longa) Bem, tudo antigamente (risos). Eu sei que quase não faz muito tempo atrás. Há sempre alguns que associam algo especial com bandas como estas. Eu estava um pouco mais assim no sentido com a Guitarra, Metal. Então tudo uma linha mais pesada para mim referente a isso. Eu não gosto de qualquer maneira, a música e fluxos emocionais, mas não vem ao ponto.

- Se você já está no material mais pesado, saiu desta e esperou ter segurança após dez anos, o álbum "Endorama" do Kreator por exemplo. Você ficou surpreso de alguma forma como era algumas reações a ele?

TW - Sim, foi Mille (Petrozza, vocalista do Kreator) e eu – ficamos muito surpreso. Eu estava do lado, mas Mille ficou ainda mais surpreso porque ele não esperava que uma reação ao seu ex-novo álbum. Eu acho que ele não estava muito feliz com as reações. Falo como um músico e não como um álbum para atender às expectativas das pessoas, mas porque ele está por trás disso.

Eu sei que ele gosta de "Endorama" como todos os álbuns e este álbum já fizeram com uma razão. Dito isso, eu acho que é ótimo. Claro que para que você fazer alguma coisa não é sobre o público se vai reagir muito negativo ou positivo. Simplificando, se eu pedir uma pizza de presunto e eu recebo um atum, então fico irritado inicialmente e abandono o pedido.

Mas se eu comprar um CD de uma banda, e eu não tenho referencias, mas eu espero que a banda é aproximadamente equivalente ao meu gosto. Mas eu não tenho o direito de querer que entreguem exatamente o que eu espero. Nesta "pizza" não se come tão sozinho, comê-lo assim com o mundo e milhares de pessoas. É, portanto, relativamente irresponsável de se dizer "eu não gosto é uma porcaria".

Eu posso entender, é claro, se o público está desapontado se você não gosta do novo álbum também. É também por isso que fomos em bandas que eu gostava por anos e álbuns comprados, e outro eu não gosto. Mas em algum momento algo está lá de novo que bate no meu gosto. Então, isso é incrível. Essa é a liberdade do artista. Você só tem que decidir se você quer ouvir os novos ou os discos antigos.

- Segue comigo a questão de saber se você pode pensar em projetos semelhantes no futuro?

TW - Sim, eu estou fazendo coisas muito diferentes. Número um era que uma vez eu fiz uma música com Joachim Witt. Eu escrevi uma música com ele e cantamos em um dueto antes do último álbum. Eu ainda tenho o projeto "Snakeskin" (fundada em 2004.) E ainda eu estou trabalhando em outra coisa. Há sempre alguma coisa. Isso deve ser assim. Quero me concentrar não só sozinho em uma banda, porque isso iria me fazer ficar entediado em algum ponto. Lacrimosa está agora com 22 anos, e eu só quero manter o entusiasmo. Eu só posso ser eu agora e, em seguida, "Férias".

- Vocês começam sua turnê na América do Sul e Central. O que você pode dizer sobre o porquê de você começar lá e não na Europa?

TW - Isso tem acontecido. Não faria muito sentido, agora em turnê na Europa, porque a temporada de festival é apagada. Por isso, faz mais sentido apenas no hemisfério sul para começar e depois continuar e vir a Europa no outono. Isto também tem a vantagem para os europeus que são registrados (risos).

- Em seguida, seu caminho de casa não é tão longa, certo?

TW - Exatamente.

- E a cena gótica na Central e América do Sul, na verdade é tão grande?

TW – Sim, se desenvolveu lá. Quando tocamos pela primeira vez no México em 1998, sabíamos que não era tão comum. Houve, nesse sentido, ainda não a cena gótica. A partir desta cena também nenhuma banda tem desempenhado nesta parte do mundo. Assim, em nossos primeiros shows foram as pessoas com camisetas do AC / DC. Havia entre Metal, Gothic e Indie nunca há separação de cena. Tudo era uma alternativa. Que se desenvolveu somente depois que tocamos lá. No ano seguinte, os fãs já chegaram com camisetas do Lacrimosa, alguns que foram copiados nós, e assim (risos). Isso tem evoluído ao longo dos anos, como eu executei com outras bandas lá. Enquanto isso se sabe ja que há uma diferença entre gótico e metal.

- O que entretanto, é “esquecido”, em parte.

TW - Onde era mas no tempo cerca de dez anos atrás, que nós começamos juntos o Gothic Metal. Tínhamos organizado festivais na Alemanha, onde temos bandas de gothic metal e podiam se apresentar. Isso também levou as brigas, mas este foi o primeiro princípio. Isso foi em 1996. Porque foram relativamente dificil com Lacrimosa. Lembro-me de, em 1994, de onde viemos com "" Schakal "nos clubes e nos aproximamos dos DJs de metal e disseram que não iriam tocar ela. Isso era muito sombrio, os DJs góticos nos disseram que estávamos muito pesado, que era metal. Temos sido, um dos prinmeiros , e considerando que temos tentamos combinar as duas cenas. O que nós fizemos na América do Sul.


--

Karina Pinotti - Presidente Fan Clube Lacrimaniacos

August 10, 2015 at 9:27 PM Flag Quote & Reply

Karina Bruschi Pinotti
Site Owner
Posts: 246
.... Continução 

- Se você morasse na América Central e do Sul e via a cena se desenvolver, você também poderia fazer comparações com o cenário europeu? Recentemente eu estava no Wave Gothic Treffen e lá vimos bastante diversidade.

 

TW - Hmm, sim. Há duas linhas de desenvolvimento. Por um lado, que está ficando cada vez maior, as transições entre os diversos gêneros musicais ou cenas estão fluindo. Este pode ser, claro, o que você encontra na WGT tanto metalheads como um hardcore, punk e Goth. Mas há na cena mais spin-offs. Embora você possa pensar que você cresceu mais junto disso, crescendo as transições suaves. O oposto é o caso. Distingue-se mais um do outro. Isso é tudo automaticamente. Olha, quando duas equipes de futebol jogam uns contra os outros, então você torcerá pela sua equipa. No momento em que uma equipe joga contra outro, então alguém pode estar na equipe nacional, que já jogou em um clube, um ter vaiado no dia anterior. Então sempre tem brigas de clube para clube, país contra o país e, em seguida, fica continente contra o continente. Só que você tem que imaginar que para a cena os limites são, quanto maior for o grupo e quanto menor for em si mesmo. Na cena gothic pode ocorrer, por exemplo, para os confrontos massivos entre guitarras elétricas e Gothics. Como parar na cena do metal entre death metal e power metal. Os metaleiros na forma como era há vinte anos, já não é mas assim. Esta é basicamente uma vergonha para a uma grande cena pouco tolerante. Mas a verdade é adjacente ao próprio mais e mais umas das outras.

 

- Finalmente, algumas perguntas simples. Quais são os lugares mais bonitos e situações que que você experimentou pelo mundo com "Lacrimosa"?

 

TW - Minha melhor experiência foi ter sido com Lacrimosa a banda de gothic metal que quer trouce para a América Latina, e a primeira banda que tocou lá. E a mesma coisa alguns anos depois na China. A coisa especial é que você está lá pioneira e especialmente com uma banda que canta em alemão. Neste momento, é bom ver que as pessoas que não falam esta língua, catam muito mais alto a letra, como você nunca experimentou antes em países de línguas alemãs. Estes já são as experiências que você nunca esquecerá.

 

- Lacrimosa tem agora mais de vinte anos. O que você quer alcançar mais com "Lacrimosa"?

 

TW - Bem, agora é momento em que quase ninguém compra CD’s. Essa é a razão para fazer música gravada. Se ninguém comprar o quê você tem, não terá mais dinheiro para fazer um registro para pagar o estúdio, os músicos e prensar os CD’s. Digo, é impossível fazer um CD. Algumas semanas atrás, um dos maiores do metal Abels - SPV - faliu. Isso mostra, sim, como é triste a situação. Em seguida, o meu objetivo é continuar a fazer música. Ou seja, a um nível onde eu continuarei e assim poderei continuar a trabalhar com orquestras e coros. Isso é o que eu quero alcançar.

 

- Quando o tour terminar em outono o que virá depois?

 

TW – Iremos seguir em frente. Eu já mencionei antes que eu estou trabalhando em outros projetos musicais. O curso disso estará parado quando estou em turnê. E então eu vou fazer agora quando estiver em casa.

 

- Preparando-se para seu aniversário da banda?

 

TW - Desde que eu realmente não tenho grandes planos. Na verdade, eu não tenho tempo para imaginar o que (risos).

 

- Então nós já chegaram no final de nossa entrevista. Desejo-lhe para você e Anne todo o sucesso para seu álbum "Sehnsucht", e para sua próxima turnê.

 

TW - Sim Obrigado. Muito Obrigado. Eu te desejo um bom dia.

 


--

Karina Pinotti - Presidente Fan Clube Lacrimaniacos

August 10, 2015 at 9:27 PM Flag Quote & Reply

Karina Bruschi Pinotti
Site Owner
Posts: 246
Data: 2015 Tradução : Karina Pinotti Fonte : yarkubu.ru Seguindo os passos do romantismo alemão. O fundador e líder da banda de rock "Lacrimosa" -Tilo Wolff em entrevista ao "YarKubu" falou sobre por que temos de combinar otimismo e melancolia e declarou que ele não tem medo de agir em clubes após os ataques terroristas em Paris. O Unterwelt Tour (excursão programada para o 25 º aniversário do Lacrimosa) e o novo álbum de estúdio "Hoffnung" só veio esteve sobre ameaça depois de algumas semanas atrás, o fundador do grupo Tilo Wolff teve um acidente. No entanto, o músico disse que, apesar da fratura do pé, todos os concertos agendados, incluindo as cidades da Rússia, teria lugar. E assim, em 18 de novembro "Lacrimosa" toca em Yaroslavl. Tilo Wolff: Sim. Já se passaram dois meses desde o acidente. A cada dia me sinto melhor, mas eu ainda estou limitado a certos movimentos no concerto. - Você tem medo após os trágicos acontecimentos do Clube de Paris? Tilo Wolff: Morrer por uma bala no palco durante uma performance é trágico e pouco romântico, mas eu não estou com medo. Eu não tenho medo. Se você deixar que o medo domine, então devemos todos nos ocultar não sair, se esconder em um canto e tremer, e isso é impossível. - Você acha que uma pessoa tem que mostrar que a morte não se esqueça sobre o valor da vida? Tilo Wolff: Eu não acho que os ataques terroristas e outras doenças de alguma forma, lembre-se do mundo e do homem. Com cada assassinato e todo mal na terra cresce, e as pessoas estão começando a mergulhar nessas experiências, têm pouco interesse em si, as coisas se tornam cada vez mais tensa, e, consequentemente, mais explosões e menos cara a cara. A beleza no feio - Na virada dos séculos XVIII e XIX, a Alemanha deu ao mundo a idéia de romantismo. Graças as escolas alemãs de filosofia e literatura, a humanidade podia sentir o quão importante é ver a beleza mesmo quando não está na superfície. Tilo Wolff reconhece que colocar sua vida no romantismo depois de ler Lord Byron. - Tilo Wolff: "Don Juan", Byron é complexo, ele é chamado de "o caminho é a meta". Eu não sou como Don Juan, para mim, o objetivo sempre continua a ser uma meta para a qual eu vá. A música é meu objetivo, não um meio. Então, eu estou contente de escrever poemas e compor e não me cobrar com a eterna busca pelo absoluto. Eu encontrá-los extremamente infelizes aqueles que estão constantemente à procura de alguma coisa e vivem para o bem de si mesmos. - O que é a beleza? - Tilo Wolff: A beleza é algo que penetra a essência da pessoa, no seu coração e alma. A beleza deixa uma impressão duradoura e traz um senso de satisfação moral. Você pode pesquisar e encontrar em todos os lugares, na arte, na arquitetura, na natureza, em toda parte, mesmo em uma conversa com as pessoas. ? bonito e abrange o mundo da beleza! imediatamente perceptível. - Muitas vezes você vê quando andam pelas cidades onde trabalham. Rússia não é excepção. O que você pode dizer sobre o romance russo? -Tilo Wolff: a Rússia é um país muito romântico. Nesse sentido, os russos e os alemães, penso eu, têm uma conexão espiritual muito estreita e profunda. O que posso dizer por experiência e observação, o povo russo, por natureza, é muito profundo, muitas vezes olhando para a raiz das coisas, vêem a sua essência e ignoram tudo pelo prisma do coração e alma. Além disso, eu gosto da atitude das pessoas, a cultura, a medida em que apreciamos muito a história do seu país e suas tradições nacionais. Romantismo gótico - "... Algo escuro e sombrio ...", "... castelos e fantasmas ...", "... o medo ea morte ...", na maioria dos casos na Rússia o Gothic percebido como um selo e não contado entre as massas com uma direção ideológica e artística. A arte gótica como um gênero emergiu do romantismo. Como você vê o seu apelo? - Tilo Wolff: Este conceito é muito importante para mim como uma idéia e estilo. Tenho certeza deque gótico ao contrário de muitos gêneros de arte contemporânea é capaz de penetrar profundamente nos corações das pessoas, chegar aos cantos mais escondidos da mente e dos sentidos e trazer a sua beleza interior - este é o seu encanto principal. O gótico é quase impossível analisar, só pode sentir este apelo à substância e as profundezas da alma humana. Se falamos de Gothic, como um derivado do romantismo, ele descreve como "o romantismo negro". - Quão importante é a parte estética no estilo gótico? -Tilo Wolff: A estética é importante em tudo, incluindo o gótico. Quando nossas almas são inspirados pela arte, eles também são afetadas por nosso princípio estético. Eu acho que qualquer obra de arte pode ser considerada boa apenas quando ele toca o seu coração, e com ele desperta em nós o desejo de beleza. Caso contrário, pode ser considerada completa. Um otimista Grandes - artistas, sensual por natureza, têm uma forte reação ao mundo que nos rodeia. A história está cheia de exemplos onde razões pessoais criadores arruinados. Por isso, foi com Friedrich Nietzsche, Jim Morrison, Edgar A. Poe e muitos outros. O segredo de Tilo Wolff - continua otimistas. - Tilo Wolff: Estou otimista! Otimismo não tem o direito de existir em um sentido global, o que está acontecendo na terra, mas caso seja permitido no segmento local da realidade, por exemplo, entre os nossos entes queridos. Nele podemos mudar as coisas para melhor, dar aos outros algo de positivo. Ao mesmo tempo, quero compartilhar o processo criativo e vida pessoal. Criatividade em graus variados está associado a melancolia e se nós não entendemos é impossível tornar-se um verdadeiro artista. Por outro lado, é extremamente perigoso para ser consistentemente otimista, você não pode ficar preso a isso, caso contrário você vai perder o contato com o mundo. - Que palavras você usaria para descrever o homem moderno em nosso mundo? - Tilo Wolff: Falácia (decisões), a superficialidade, o egoísmo e vaidade.
--

Karina Pinotti - Presidente Fan Clube Lacrimaniacos

December 15, 2015 at 9:29 PM Flag Quote & Reply

You must login to post.

Oops! This site has expired.

If you are the site owner, please renew your premium subscription or contact support.